A fabricante chinesa Honor apresentou neste domingo, durante o Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, seu primeiro robô humanoide, marcando a entrada oficial da empresa no setor de robótica. Conhecida até então por produzir smartphones, tablets e notebooks, a companhia colocou a novidade no palco do evento com uma performance coreografada ao som de Believer, da banda Imagine Dragons, chamando a atenção do público presente.
O anúncio ocorre meses após a Honor confirmar, em outubro do ano passado, que estava desenvolvendo o chamado Robot Phone. Em janeiro, durante a CES, a empresa exibiu uma versão não funcional do dispositivo. Agora, no MWC, a marca apresenta um modelo em funcionamento e amplia a estratégia ao revelar também um humanoide voltado ao consumidor.
Robô dança, faz moonwalk e tenta mortal
No palco, o robô dividiu espaço com quatro dançarinos e executou movimentos como moonwalk e outras coreografias sincronizadas. Em seguida, o CEO da empresa, James Li, subiu ao palco, cumprimentou a máquina com um aperto de mão e pediu que ela realizasse um backflip. O robô não concluiu o movimento com perfeição, mas evitou a queda ao se apoiar com uma das mãos no chão.
Segundo a Honor, esta é a primeira vez que uma fabricante de smartphones apresenta um robô humanoide, diferenciando-se de outras empresas do ecossistema Android. A companhia também informou, pouco antes do evento, que além do Robot Phone levaria a Barcelona um humanoide funcional, antecipando a surpresa.
Estratégia inclui robôs para uso cotidiano
Diferentemente de empresas que iniciam suas operações na robótica com foco industrial, a Honor afirma que está desenvolvendo seus humanoides diretamente para o consumidor final. A proposta contempla três cenários principais: assistência em compras, inspeções no ambiente de trabalho e companhia de apoio.
No MWC deste ano, a empresa também demonstrou o Robot Phone em funcionamento, destacando um braço de câmera descrito como autoconsciente e responsivo. A iniciativa amplia o investimento anunciado em Barcelona no ano anterior, quando a companhia revelou um aporte de US$ 10 bilhões em inteligência artificial. Na ocasião, havia apenas sinalizado que os recursos poderiam envolver aplicações físicas de IA.
Durante a apresentação, Li afirmou que a inteligência artificial precisa sair do ambiente exclusivamente digital. Ele acrescentou que, se o smartphone funciona como uma extensão da mente, o robô pode ser entendido como uma extensão das mãos, conectando usuários a novos serviços.
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