A ilha de Rapa Nui, também conhecida como Ilha de Páscoa, é repleta de mistérios. O principal deles talvez seja sobre a construção de quase 900 estátuas chamadas moais. Mas os pesquisadores também estudam há décadas um possível colapso populacional na região.
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Colapso da cultura Rapanui intriga historiadores
Localizada a mais de 3.700 quilômetros da América do Sul, a Ilha de Páscoa é um dos locais mais remotos do mundo.
Os primeiros humanos chegaram ao local por volta de 1000 d.C., provavelmente vindos da Polinésia.
Famosa pelos moai, estátuas de pedra gigantes, Rapa Nui também é conhecida pelo desmatamento de palmeiras e pela superexploração de recursos.
A pequena ilha tem apenas 164 quilômetros quadrados e apresenta um solo pobre e recursos limitados de água doce, por exemplo.
Estes fatores, inclusive, sempre foram apontados como os responsáveis pelo colapso da cultura Rapanui.
Análise de jardins rochosos da Ilha de Páscoa
De acordo com um novo estudo, no entanto, este colapso pode nunca ter acontecido. Através de imagens de satélite infravermelho e inteligência artificial, pesquisadores confirmaram que a população da ilha sempre se manteve sustentável e nunca ultrapassou a marca das 3.900 pessoas. O número é muito menor do que as 16 mil pessoas sugeridas até então.
A análise se baseou nos jardins rochosos da ilha. Este método foi utilizado pelos habitantes antigos para melhorar o solo vulcânico da região e consistia na adição de pedaços de rocha às áreas de cultivo para aumentar a produtividade. Os jardins rochosos geraram melhor fluxo de ar no solo, ajudando a mediar as oscilações de temperatura e mantendo os nutrientes, incluindo nitrogênio, fósforo e potássio, no solo.
Ao analisar imagens de satélite, os cientistas descobriram que a jardinagem de rochas era significativamente menos prevalente do que se supunha anteriormente. O estudo foi publicado na revista Science Advances.
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