“IA do Pentágono não será politicamente correta”: EUA vão usar Grok no setor militar

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou na segunda-feira (12) que o Grok, chatbot de inteligência artificial da xAI, de Elon Musk, passará a operar dentro das redes do Pentágono. A medida faz parte de um esforço para ampliar o uso de IA no setor militar.

A decisão vem em meio a denúncias de que o Grok foi usado para gerar imagens sexualizadas e pornográficas de mulheres e crianças. O chatbot enfrenta banimento e investigações formais em vários países.

Pentágono não respondeu pedidos de comentário sobre as polêmicas do Grok (Imagem: Algi Febri Sugita/Shutterstock)

Pentágono vai usar Grok para aplicação militares

Segundo Hegseth, em discurso realizado na sede da SpaceX no sul do Texas, o Grok se juntará ao mecanismo de IA generativa do Google, que já opera dentro da rede do Pentágono. A iniciativa prevê a incorporação dos principais modelos de IA do mercado (classificados e não classificados) às infraestruturas do Departamento de Defesa.

Hegseth declarou que dados militares considerados relevantes e bancos de dados de IA, bem como informações de operações militares e inteligência coletadas ao longo de duas décadas, serão compartilhados com a IA.

O Grok deve entrar em operação ainda este mês.

Hegseth não quer nenhuma IA “politicamente correta” no Pentágono (Imagem: Gage Skidmore/Wikimedia Commons)

Uso de IA no ambiente militar

A decisão contrasta com a abordagem do governo anterior. No final de 2024, antes de deixar a Casa Branca, Joe Biden implementou um plano que orientava as agências de segurança nacional a expandir o uso de IA em sistemas internos, mas proibia algumas aplicações, como casos que violassem direitos civis ou o uso de qualquer sistema que automatizasse o lançamento de armas nucleares.

A abordagem de Hegseth é outra. Segundo a The Associated Press, o secretário defendeu o uso de inteligência artificial como forma de evoluir a tecnologia dentro das forças armadas com “rapidez e propósito”.

Ele descartou qualquer restrição ideológica que impeça “aplicações militares legítimas”, dizendo que a “IA do Pentágono não será politicamente correta”. Hegseth também negou o uso de quaisquer modelos de IA “que não permitam travar guerras”, indicando uma mudança de rumo do governo Trump sobre o uso da tecnologia no setor militar.

Mesmo diante dos usos indevidos, IA de Elon Musk entrará operação no Departamento de Defesa dos EUA ainda este mês (Crédito: Pentágono/Divulgação)

Polêmicas envolvendo o Grok

  • O anúncio ocorre poucos dias após o Grok se tornar alvo de críticas internacionais por gerar imagens sexualizadas e pornográficas de pessoas sem consentimento;
  • Em resposta, países como Malásia e Indonésia bloquearam o acesso à ferramenta;
  • Já o órgão regulador de segurança online do Reino Unido abriu uma investigação formal contra o X, com risco de banir a rede social no país. França e outros países também apuram o caso;
  • No Brasil, o Idec pediu ao governo a suspensão do Grok por violação de direitos de crianças, adolescentes e mulheres. Saiba os detalhes aqui.

Diante de repercussão negativa, a xAI começou a limitar quem pode gerar imagens no chatbot, passando a exigir a assinatura do plano pago. No entanto, o site The Verge descobriu que a restrição não é bem o que parece e é possível driblar essa limitação. Veja os detalhes neste link.

Leia mais:

Questionado pela AP sobre os problemas recentes envolvendo o Grok, o Pentágono não respondeu imediatamente.

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