Instrumento da NASA compartilha os primeiros mapas de poluição

A NASA divulgou no último dia 24 as primeiras imagens de seu instrumento de monitoramento espacial da poluição em tempo real. O aparelho foi lançado em abril de 2023 e é o primeiro a observar continuamente a qualidade do ar.

O instrumento batizado de Emissões Troposféricas: Monitorização da Poluição (TEMPO) fez as observações no dia 2 de agosto às 12h14 e às 16h24 do horário de Brasília. As imagens mostram os níveis de dióxido de nitrogênio na atmosfera na região que engloba Washington DC e Nova York e o sudoeste dos EUA, de Los Angeles a Las Vegas; do centro e leste do Texas até Nova Orleans.

De acordo com um comunicado da NASA, os dados foram coletados durante o período de primeira luz do TEMPO. Esse foi o momento em que os cientistas a frente da missão abriram o espectrômetro para fazer observações do Sol e da Terra e realizar testes e calibrações solares.

Mapa produzido pelo TEMPO que mostra a concentração de dióxido de hidrogênio na atmosfera às 16h24, sobre a região de Washington DC e Nova York (Crédito: Kel Elkins, Trent Schindler e Cindy Starr/Estúdio de Visualização Científica da NASA)

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Monitoração da poluição

O aparelho foi lançado a bordo do foguete Falcon 9 da SpaceX e instalado no satélite Maxar Intelsat 40e. A construção do TEMPO foi feita pelo Ball Aerospace e a missão científica é conduzida pela NASA em parceria com Smithsonian Astrophysical Observatory (SAO). 

Segundo Bill Nelson, administrador da NASA, o instrumento beneficiará a população da América do Norte, permitindo que “tomadores de decisão acessem e usem os dados TEMPO para monitorar e melhorar a qualidade do ar que respiramos, beneficiando a vida aqui na Terra”.

Entre os estudos que serão realizados pelo TEMPO estão:

observar a poluição causada pelo trânsito nos horários de pico, tabagismo, incêndios florestais e atividade de vulcões hora a hora;analisar os efeitos da aplicação de fertilizantes nas terras agrícolas;avaliar os impactos da poluição na saúde humana;criar mapas de poluição com resolução de quilômetros quadrados, com cobertura que vai do Oceano Atlântico à costa do Pacífico e aproximadamente da Cidade do México ao centro do Canadá

O TEMPO consegue medir a concentração de ozônio, dióxido de nitrogênio, formaldeído, aerossóis, vapor de água e vários gases residuais. Para fazer isso, ele coleta dados sobre a luz refletida e espalhada na superfície, nuvens e atmosfera da Terra. Cada gás absorve um espectro da luz, permitindo que a concentração deles possa ser determinada.

Mapa produzido pelo TEMPO que mostra a concentração de dióxido de hidrogênio na atmosfera às 12h14 e às 16h25, sobre a região de Los Angeles e Las Vegas (Crédito: Kel Elkins, Trent Schindler e Cindy Starr/Estúdio de Visualização Científica da NASA)

A operação plena do instrumento terá início em outubro, coletando varreduras diurnas, hora a hora. No entanto, ele já conta com mais de 50 estudos científicos esperando para usar seus dados. A ideia é compartilhar as observações do TEMPO com outras agências que monitoram e preveem a qualidade do ar, como a Agência de Proteção Ambiental e a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional.

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