Leis para IA na Europa prejudicam inovação, dizem CEOs da Meta e Spotify

Os CEOs da Meta, Mark Zuckerberg, e do Spotify, Daniel Ek, publicaram declarações conjuntas nesta sexta-feira (23). Nos textos, eles criticam a regulamentação da inteligência artificial na União Europeia (UE). Para eles, as leis atuais da Europa prejudicam a inovação no setor.

Zuckerberg e Ek se dizem preocupados com o que chamaram de falta de clareza nas leis de privacidade europeias. Essas leis têm impedido o desenvolvimento de IA de código aberto – modelos e ferramentas de IA cujo código-fonte (como se fosse a receita do bolo) é público. O texto está disponível (em inglês) nos sites da Meta e do Spotify.

Leis para IA na União Europeia são pedra no sapato de big techs como Meta e Spotify

A Meta alega que a falta de diretrizes claras dos reguladores levou a empresa a suspender o treinamento de seus modelos de IA com dados públicos do Facebook e do Instagram.

Do jeito que está, regulamentação da IA na União Europeia prejudica inovação (Imagem: QubixStudio e Yalcin Sonat/Shutterstock)

O que Zuckerberg diz em relação a isso é parecido ao que a Meta disse no Brasil quando a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) obrigou a empresa a suspender o treinamento da sua IA com dados de brasileiros.

Para o CEO, a suspensão do treinamento pode deixar europeus sem acesso aos recursos mais recentes de IA lançados pela big tech. Isso porque, neste caso, o lançamento do modelo multimodal Llama (o ChatGPT da Meta) poderia ser adiado por lá.

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IA de código aberto foi crucial para sucesso do Spotify, diz CEO (Imagem: nikkimeel/Shutterstock)

O CEO do Spotify segue uma linha diferente. Ele reforçou a importância da IA de código aberto ao destacar como ela foi crucial para o sucesso da sua plataforma de streaming. Graças a ela, o Spotify ofereceu uma experiência personalizada aos usuários, segundo Ek.

Para ele, o caminho é criar uma estrutura regulatória simplificada para IA. Isso não apenas aceleraria o crescimento da tecnologia, mas beneficiaria artistas e desenvolvedores europeus, argumenta o CEO do Spotify. Será?

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