Home Variedade Mãe acusa Google de ‘aliciar’ crianças por lucro

Mãe acusa Google de ‘aliciar’ crianças por lucro

by Fesouza
3 minutes read

Um e-mail enviado pelo Google a um pré-adolescente, convidando-o a desativar os controles parentais da conta, viralizou nas redes sociais nos últimos dias. A mensagem gerou repercussão de responsáveis e especialistas, que acusam a empresa de incentivar menores a abandonar a supervisão dos pais por interesse financeiro.

O caso ganhou notoriedade após a manifestação de Melissa McKay, presidente do Digital Childhood Institute. “Uma corporação bilionária está contatando diretamente todas as crianças para dizer que elas já têm idade suficiente para ‘se formar’ e deixar de ser supervisionadas pelos pais”, afirmou. Segundo ela, o e-mail explica como a criança pode remover os controles parentais sozinha, sem o consentimento ou sequer o envolvimento dos responsáveis.

Apesar da repercussão, a possibilidade de encerrar a supervisão parental não é novidade. Crianças podem decidir interromper esse tipo de monitoramento ao atingir 13 anos de idade — ou a idade mínima definida pela legislação local. O envio do e-mail, inclusive, está previsto na página de suporte do Google, que também informa que os pais são notificados sobre essa possibilidade.

Mãe acusa Google de 'aliciar' crianças por lucro
Na publicação, Melissa McKay acusa o Google de aliciar menores para obter lucro. (Fonte: Melissa McKay/LinkedIn)

Quando a supervisão é removida, a conta passa por mudanças significativas. Entre elas:

  • O YouTube Kids deixa de ser utilizável com a Conta do Google, e conteúdos antes bloqueados passam a ficar disponíveis no YouTube tradicional;
  • As ferramentas de supervisão do YouTube são desativadas;
  • Os pais não conseguem mais definir horários de descanso nem permitir ou bloquear aplicativos;
  • O compartilhamento de localização é desligado — ficando a critério do adolescente decidir se deseja mantê-lo ativo.

Caso o menor não opte por remover a supervisão, a conta permanece monitorada normalmente, sem alterações nas configurações definidas pelos responsáveis.

Para McKay, porém, a prática ultrapassa um limite. Na visão dela, o Google “está reivindicando autoridade sobre uma fronteira que não lhe pertence”. “Ele redefine a figura dos pais como um incômodo temporário que será superado e posiciona as plataformas corporativas como a solução padrão”, escreveu.

“Chame isso pelo que é: manipulação para engajamento; manipulação para obtenção de dados; aliciamento de menores para obter lucro”, concluiu a especialista.

Quer continuar acompanhando discussões importantes sobre tecnologia, privacidade e o impacto das plataformas digitais no dia a dia? Siga o TecMundo nas redes sociais e fique por dentro das principais notícias do setor.

You may also like

Leave a Comment