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Maior gêiser ácido da Terra volta a entrar em erupção após 6 anos de inatividade

by Fesouza
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Um gigante acordou! Após seis anos de silêncio, o gêiser Echinus, localizado na Bacia de Gêiseres Norris, que fica no Parque Nacional de Yellowstone, EUA, voltou a entrar em erupção no mês passado, lançando água quente e fluidos levemente ácidos a até nove metros de altura.

A reativação chama a atenção porque envolve o maior gêiser ácido conhecido no mundo, um fenômeno raro na natureza. Em geral, a água ácida corrói as rochas que formam os canais subterrâneos dessas estruturas. No Echinus, porém, a acidez resulta da mistura entre gases ácidos e águas neutras, o que reduz seu poder de desgaste.

Em resumo:

  • Maior gêiser ácido do planeta voltou à atividade após seis anos;
  • Erupções alcançam até nove metros;
  • Água tem acidez semelhante ao vinagre;
  • Temperaturas superam 93°C;
  • Comportamento atual repete padrão de 2017.
Maior gêiser ácido da Terra volta a entrar em erupção após 6 anos de inatividade
O Gêiser Echinus em erupção no Parque Nacional de Yellowstone. Crédito: Parque Nacional de Yellowstone

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), essa composição química diferenciada produz efeitos visuais marcantes. A piscina principal tem cerca de 20 metros de diâmetro e é cercada por tons avermelhados. As cores surgem da presença de ferro, alumínio e arsênio nos minerais acumulados ao redor da borda.

Embora seja classificada como ácida, a água não apresenta alta periculosidade química. O nível de acidez é comparável ao do suco de laranja ou do vinagre. O principal risco está no calor: a temperatura pode ultrapassar 93 graus Celsius, suficiente para causar queimaduras graves em poucos segundos.

A Bacia de Gêiseres Norris também abriga o Steamboat, considerado o gêiser ativo mais alto da Terra. A área é uma das mais quentes e dinâmicas de Yellowstone, resultado da intensa atividade geotérmica sob o parque.

Histórico de atividade do Echinus

Geólogos estimam que o gêiser Echinus esteve inativo ou com erupções esporádicas até o ano de 1948. Durante a década de 1970, o “gêiser “monstro térmico” apresentou um padrão de erupções regulares, com intervalos que variavam entre 40 e 80 minutos. A intensidade aumentou nas décadas de 1980 e 1990, com algumas erupções podendo se estender por mais de 90 minutos.

No início dos anos 2000, a atividade do Echinus começou a diminuir, tornando-se menos frequente à medida que as temperaturas da água esfriavam. No entanto, o gêiser teve um retorno notável no outono de 2017. Entre 18 de outubro e 10 de novembro daquele ano, ele entrou em erupção de forma consistente a cada duas ou três horas. Após esse período, a atividade cessou, registrando apenas uma erupção em janeiro de 2018, outra em janeiro de 2019 e duas em dezembro de 2020.

O ciclo atual de erupções

O retorno do gêiser Echinus em 2026 começou a se manifestar no início de fevereiro, quando a superfície da piscina mostrou agitação e um aumento no fluxo de água pelo canal de escoamento. A partir do dia 16, as erupções se tornaram mais regulares, ocorrendo a cada duas a cinco horas, com duração de dois a três minutos e alturas de seis a nove metros. Esse padrão de atividade, segundo o USGS, apresenta semelhanças com o observado em 2017, indicando um possível resurgimento significativo.

Para aqueles interessados em acompanhar a atividade do Echinus de qualquer lugar do mundo, o site do Observatório de Vulcões de Yellowstone disponibiliza gráficos de temperatura (clique aqui). Picos de temperatura de aproximadamente 70℃ indicam erupções, enquanto picos de cerca de 40℃ correspondem a surtos de água.

A expectativa atual é que as erupções não se estendam até a temporada de verão, que costuma ser bastante movimentada com turistas em Yellowstone. Por isso, a recomendação é para que a observação seja feita enquanto a atividade se mantém.

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