A Marinha do Brasil deu mais um passo rumo à construção do primeiro submarino movido a energia nuclear do país, com a conclusão do ciclo de desenvolvimento das embarcações convencionais. Na última quarta-feira (26), o órgão apresentou, no Complexo Naval de Itaguaí (RJ), o Almirante Karam (S43).
Junto com a mostra de armamento do Tonelero (S42), a entrega marcou a mudança para a próxima fase do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), concentrando esforços no Submarino Nuclear Convencionalmente Armado Álvaro Alberto. Esta etapa é considerada a mais importante da iniciativa, realizada em parceria com o Naval Group, da França.
A importância do submarino nuclear brasileiro
Com previsão de entrar em operação a partir de 2034, a embarcação com propulsão nuclear, apontada como projeto mais ambicioso da história naval do Brasil, será construída no estaleiro de Itaguaí. Os trabalhos iniciais devem ser focados na parte traseira (popa).
- A iniciativa envolve uma série de desafios, como a construção do reator de propulsão naval e dos sistemas eletromecânicos e de controle que fazem parte do conjunto;
- O componente desenvolvido pela Marinha utiliza água pressurizada, alinhado ao método mais adotado nas centrais nucleares globalmente;
- Maior autonomia, permitindo que a embarcação permaneça submersa por longos períodos, sem a necessidade de reabastecimento, é uma das vantagens da tecnologia;
- A energia nuclear também apresenta uma alta densidade energética se comparada aos combustíveis fósseis, com uma pequena pastilha de urânio enriquecido liberando a mesma energia térmica equivalente a 1 tonelada de carvão.

Somente Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido possuem embarcações como o submarino nuclear brasileiro, consideradas armas poderosas e com grande capacidade de dissuasão de ameaças, podendo participar de missões de defesa, vigilância e reconhecimento. O Brasil será o primeiro país do hemisfério sul com capacidade de construí-lo.
Com o submarino Álvaro Alberto, nome que homenageia um dos idealizadores do programa nuclear do país, o Brasil ocupará lugar de destaque no cenário internacional. A Marinha aponta que o projeto também contribuirá para reduzir a dependência de tecnologias externas em uma área estratégica, além de criar oportunidades de exportação.
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