O atleta ucraniano Maksym Murashkovskyi dedicou a medalha de prata conquistada nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026, no domingo (8), ao ChatGPT. Ele afirma ter usado a IA como “treinador” em sua preparação para a disputa.
Competindo na prova de biatlo individual masculino para deficientes visuais, que combina esqui cross-country com rodadas de tiro ao alvo, o atleta paralímpico não errou nenhum disparo e alcançou a segunda posição geral. Ele ficou atrás apenas do chinês Dang Hesong, que levou o ouro.
Como o ChatGPT ajudou o biatleta ucraniano?
A IA da OpenAI teve papel decisivo no treinamento do jovem de 25 anos, que disputava sua segunda prova paralímpica. De acordo com ele, a tecnologia o fez ter contato com estilos de treinos inovadores, bem diferentes dos convencionais.
- “Nos últimos seis meses, venho treinando com o ChatGPT. Eu acredito nisso, é uma tecnologia revolucionária”, celebrou o competidor, em entrevista ao The Guardian;
- O medalhista afirma que usou o bot não apenas para a parte tática, na elaboração de estratégias e métodos de treinos;
- Em alguns momentos, o popular chatbot também funcionou como psicólogo e o motivou a continuar se preparando para as Olimpíadas de Inverno disputadas na Itália;
- O ChatGPT forneceu, ainda, conselhos médicos ao biatleta paralímpico, embora ele não tenha dado maiores detalhes a respeito deste uso.
Para Murashkovskyi, os avanços alcançados pelas ferramentas de inteligência artificial podem levá-las a, eventualmente, substituir o trabalho dos treinadores humanos, pelo menos em parte. Ele acredita que isso acontecerá em até 10 anos.
O paratleta ucraniano, que conquistou o bronze no campeonato mundial de 2023, na mesma categoria, ainda participará de mais uma prova nas Paralimpíadas de Inverno 2026. Até o momento, a Ucrânia tem 10 medalhas, sendo três de ouro.
IA não substitui profissionais licenciados, diz OpenAI
Apesar dos benefícios obtidos pelo atleta paralímpico ucraniano com o ChatGPT, é importante ressaltar que a OpenAI não recomenda o uso da inteligência artificial para aconselhamentos que exigem profissionais licenciados. As políticas do serviço foram atualizadas no ano passado para deixar isso mais claro.
De acordo com a desenvolvedora, o bot não deve ser usado para aconselhamentos personalizados em áreas críticas como medicina e psicologia, entre outras. O mesmo vale para as orientações jurídicas.
A startup afirma que a IA serve como ferramenta de suporte para organizar ideias e facilitar o entendimento de certas condições, porém não substitui especialistas qualificados.
Gostou do conteúdo? Leia mais notícias no TecMundo, como a que abordamos o aumento da quantidade de desinstalações do bot após o acordo da OpenAI com o Pentágono.