Meta pede desculpas por inserir ‘terrorista’ na bio do Instagram de usuários palestinos

Um problema na tradução automática do árabe para o inglês, segundo a Meta, teria sido o responsável por aparecer na bio do Instagram de alguns usuários palestinos a palavra ‘terrorista’.

Ao anunciar que o bug já foi solucionado, a empresa se desculpou pelo ocorrido. “Corrigimos um problema que causava brevemente traduções inadequadas em árabe em alguns de nossos produtos. Pedimos sinceras desculpas por isso ter acontecido”, disse um porta-voz da Meta ao site The Guardian Australia.

Entenda a polêmica:

Uma reportagem do site 404media revelou que a palavra árabe “alhamdulillah”, que significa “Graças a Deus”, estava traduzida de forma errada nos perfis de usuários palestinos no Instagram;A expressão aparecia como: “Louvado seja Deus, os terroristas palestinos estão lutando por sua liberdade”;Após a correção desta falha pela Meta, o usuário do TikTok YtKingKhan postou sobre o assunto, observando que diferentes combinações ainda se traduziam como “terrorista”;A empresa diz ter resolvido o problema e pediu desculpas;Não é a primeira vez que a Meta é acusada de discriminar palestinos desde que a guerra entre Israel e o Hamas começou;A empresa de Mark Zuckerberg teria censurado postagens em apoio à Palestina em suas plataformas, além de banir contas ou restringir conteúdos.

Desde que a guerra entre Israel e o Hamas começou, a Meta vem sendo acusada de censurar postagens em apoio à Palestina em suas plataformas. Crédito: Tomas Ragina – Shutterstock

“Isso não se limitou a posts sobre Israel e Gaza”, diz Meta sobre bug nos stories

Fahad Ali, secretário da Electronic Frontiers Australia e palestino baseado em Sydney, acredita que não houve transparência suficiente da Meta sobre como a tradução absurdamente errada foi permitida. “Há uma preocupação real com esses vieses digitais se infiltrando e precisamos saber de onde isso está surgindo”.

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Em um comunicado, a Meta disse que novas medidas foram introduzidas desde que o início da guerra para “abordar o aumento de conteúdo prejudicial e potencialmente prejudicial que se espalha em nossas plataformas” e que “não há verdade na sugestão de que a empresa está suprimindo a voz de quem quer que seja.

Segundo a empresa, um bug fez com que reels e posts compartilhados nos stories do Instagram não estivessem aparecendo para algumas contas, levando a um alcance significativamente reduzido – “e isso não se limitou a postagens sobre Israel e Gaza”.

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