A Meta recuou do plano de encerrar em definitivo a versão de Realidade Virtual (VR) de Horizon Worlds, a plataforma de metaverso da empresa. As novas informações foram confirmadas nesta quinta-feira (19).
Em uma sessão de perguntas e respostas no Instagram, o gerente de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, explicou qual é a nova diretriz. Ele ainda deu a entender que a decisão partiu após pedidos de parte da comunidade para que a plataforma continuasse no ar.
“Nós decidimos, inclusive hoje, que nós iremos manter o Horizon Worlds funcionando em VR para os jogos já existentes, para apoiar os fãs que nos contataram”, diz o executivo.
Além disso, essa versão do aplicativo do Horizon World continuará disponível para download “pelo futuro próximo“. Um dia antes, a Meta havia confirmado que essa versão do Horizon Worlds sairia do ar em 15 de junho, enquanto o aplicativo sairia das lojas já no fim deste mês.
Metaverso em pausa?
Entretanto, de acordo com o executivo, títulos desenvolvidos com a engine Horizon Unity continuarão exclusivamente disponíveis na plataforma imersiva e não serão adicionados novos jogos na plataforma. Ou seja, a companhia vai apenas manter os universos virtuais e interativos no ar, sem adicionar novos conteúdos.
Isso porque o plano principal da companhia segue de pé: ela vai focar em experiências do metaverso em dispositivos móveis, como smartphones. Segundo Bosworth, esse ambiente “é onde já estava a energia da maioria parte de consumidores e criadores”, o que justifica essa preferência.
A própria ideia de metaverso estaria em discussão na Meta, com Bosworth dizendo que ele não é “apenas VR, mundos virtuais e espaços imersivos, mas também Realidade Aumentada e como você pode ter artefatos digitais sobrepostos em coisas físicas“. A plataforma original foi lançada em 2021 e, na época, motivou até a mudança de nome da empresa antes chamada Facebook.
Apesar da empolgação do executivo, os últimos meses têm sido difíceis para a divisão Reality Labs da Meta, que cuida desse projeto. A companhia reduziu significativamente os investimentos na área, além de promover demissões e fechar estúdios e serviços inteiros.
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