Meta recua e remove referência a “PG-13” no Instagram

A Meta, dona do Instagram, recuou no uso do termo PG-13 para descrever as restrições de conteúdo voltadas a adolescentes após pressão da indústria do cinema. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (31), após um acordo com a Motion Picture Association (M.P.A.), responsável pelo sistema de classificação indicativa usado em filmes.

A mudança ocorre meses depois de a rede social ter adotado a referência ao PG-13 como parte de uma estratégia para explicar aos pais quais conteúdos seriam exibidos nas chamadas Teen Accounts (contas de adolescentes), lançadas em 2024. A iniciativa buscava responder a críticas relacionadas à segurança de menores na plataforma.

A classificação PG-13 é um selo criado pela indústria cinematográfica dos Estados Unidos que indica conteúdos potencialmente inadequados para menores de 13 anos sem supervisão dos pais. A sigla “PG” vem de “Parental Guidance”, ou “orientação dos pais”, sinalizando que o material pode exigir acompanhamento de responsáveis.

Classificação PG-13 é da Motion Picture Association, que combateu o uso dela pelo Instagram (Imagem: Julian Prizont-Cado / Shutterstock.com)

Acordo com a indústria do cinema

Como parte do entendimento, o Instagram passará a incluir um aviso em seus materiais de divulgação informando que não houve colaboração com a M.P.A. na definição das regras de conteúdo. O texto também esclarece que a entidade não classifica, aprova ou endossa conteúdos da rede social.

A Meta afirmou, em comunicado incluído no anúncio, que está “satisfeita por ter chegado a um acordo” com a associação. Ainda segundo a empresa, suas políticas de conteúdo permanecem inalteradas, embora a forma de comunicação sobre essas diretrizes tenha sido ajustada.

A M.P.A., por sua vez, destacou que o acordo ajuda a evitar confusão entre sistemas que operam em contextos distintos, como o cinema tradicional e plataformas digitais baseadas em conteúdo gerado por usuários.

Origem do impasse

O conflito começou após o Instagram associar suas configurações de conteúdo ao padrão PG-13, classificação criada em 1984 para indicar filmes que podem conter violência moderada, linguagem forte ou temas sensíveis.

A associação enviou uma notificação formal exigindo que a Meta deixasse de vincular suas ferramentas ao selo, alegando que o uso poderia comprometer a credibilidade do sistema de classificação. A entidade também apontou diferenças fundamentais, como o fato de o cinema utilizar avaliação humana, enquanto o Instagram depende de inteligência artificial combinada com revisão manual.

Após negociações que se estenderam por meses e incluíram mediação externa, a empresa começou a remover referências ao PG-13 ainda no fim de 2025, antes de formalizar o acordo atual.

O selo PG-13 é utilizado na indústria cinematográfica (Imagem: Reprodução / MPA)

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Estratégia e críticas

A adoção do PG-13 fazia parte de uma tentativa de tornar mais compreensível o conceito de “conteúdo apropriado para a idade”, expressão que, segundo o próprio Instagram, gerava dúvidas entre pais.

Mesmo assim, a estratégia foi vista por alguns como uma ação de marketing. Críticos questionaram se a comparação com o cinema realmente tornaria a plataforma mais segura, especialmente diante de relatos de que conteúdos sensíveis ainda escapavam dos filtros.

A Meta tem defendido que vem ampliando mecanismos de proteção para adolescentes, incluindo restrições a conteúdos com nudez, violência e sugestões sexuais, além do uso de modelos de previsão de idade para identificar usuários menores de 18 anos.

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