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Meta vai fechar o Horizon Worlds, maior projeto do metaverso

by Fesouza
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A Meta anunciou nesta terça-feira (17) mudanças nos serviços de metaverso e Realidade Virtual (VR) da companhia. A principal novidade é o fim da plataforma que praticamente centralizava a maior parte das atividades dessa tecnologia.

Quem vai deixar de existir nesse meio é o Horizon Worlds, grande aposta do metaverso da marca. Lançado oficialmente para o público em 2021, o projeto tinha o objetivo de reunir comunidades para conversar, jogar ou construir espaços virtuais.

  • A partir de 31 de março de 2026, o Horizon Worlds não vai mais aparecer na loja dos headsets Meta Quest, assim como o Events. Além disso, os mundos de interação Horizon Central, Events Arena, Kaiju e Bobber Bay serão removidos da plataforma;
  • Em 16 de junho de 2026, o aplicativo do Horizon Worlds será removido dos headsets propriamente ditos, dexando de funcionar em VR. Apenas velhos e novos mundos otimizados para rodar em dispositivos móveis estarão disponíveis;
  • A tecnologia de mapeamento de ambientes reais Hyperscape, ainda em fase Beta, será separada do Horizon Worlds. As capturas feitas continuarão disponíveis em um aplicativo próprio, mas não será mais possível fazer compartilhamento, convite para visitas e “co-experimentar” espaços virtuais com outras pessoas;
  • Assinantes do plano de benefícios Meta Horizon Plus vão perder o acesso a certos elementos digitais, de moedas a itens de microtransação — os Meta Credits, Digital Clothing, Avatars e In-World Purchases. Os demais recursos continuarão disponíveis, incluindo os jogos mensais.

A mudança de foco na Meta

Nos últimos dois anos, a Meta aos poucos deu sinais de que estava se distanciando dos investimentos na subdivisão Reality Labs, responsável pelos projetos de VR e metaverso. Porém, a aposta inicial era alta, a ponto da companhia trocar o nome de Facebook para Meta em 2021.

A recepção do público nunca veio de forma massiva e a tecnologia até virou piada, como o caso envolvendo as pernas de avatares que só existiam em vídeos oficiais. Com prejuízos constantes e crescentes gerados pela falta de tração nesse tipo de serviço, ela fez demissões no setor no ano passado e, no início de 2026, encerrou estúdios e serviços inteiros do Meta Quest.

Os novos focos da companhia de Mark Zuckerberg incluem a inteligência artificial (IA), com a busca pela “superinteligência” sendo um dos objetivos mais ambiciosos da Meta. Além disso, a companhia também se estabeleceu como referência em óculos inteligentes.

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