Home Variedade Michael virou Michaela? Saiba tudo sobre a mudança de sexo em Bridgerton e confira opinião da autora

Michael virou Michaela? Saiba tudo sobre a mudança de sexo em Bridgerton e confira opinião da autora

by Fesouza
6 minutes read

Desde seu lançamento em 2020, Bridgerton tem sido um dos maiores sucessos da Netflix. A série é uma adaptação da coleção de 8 livros da autora Julia Quinn e constantemente entra em polêmicas por mudanças em relação à obra original. Apesar das mudanças impactarem na narrativa, todas elas passam pela aprovação da autora dos livros.

A alteração mais recente foi das grandes: ao invés de Francesca (Hannah Dodd), a 6ª filha da família Bridgerton, se relacionar com Michael, a série nos apresentou Michaela (Masali Baduza). A mudança faz parte da intenção da série em deixar a história mais inclusiva e provocou uma revolta entre os fãs da história original de Francesca. Entenda abaixo tudo o que aconteceu e qual foi o posicionamento de Julia Quinn.

O que sabemos de Francesca até aqui?

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Francesca e John se conhecem na 3ª temporada.

Desde a 3ª temporada, o público acompanha o desenrolar da história de amor entre Francesca e John (Victor Alli), mesmo ela não sendo a protagonista da vez. A história dos dois é construída de forma paciente e sensível, respeitando a personalidade introspectiva de ambos os personagens.

Ao final da temporada, a mudança principal começa: Michaela, prima de John, é apresentada ao público pela primeira vez.

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Michaela aparece com mais força na 4ª temporada da série.

Na 4ª temporada, com os dois já casados, acompanhamos outro lado da relação deles: o começo do matrimônio, com as responsabilidades que isso demandava na época e um desejo pessoal de Francesca, que era o de ter um filho. O fato da personagem não engravidar é uma das principais questões para ela.

A temporada acaba de forma trágica tanto para Francesca, que perde o marido, quanto para Michaela, que perde o primo. A série deixa claro que ambas possuem um carinho enorme por John e que esse sentimento é recíproco.

O que vem a seguir?

Sem dar spoilers sobre a próxima temporada, a expectativa é que a narrativa contemple a questão da infertilidade de Francesca. Além disso, o personagem de John foi mais aprofundado na série do que no livro, de acordo com a própria autora, então a relação dos dois ainda terá um peso importante.

Como a temporada 4 termina com a perda repentina de John e com a decepção de Francesca após perceber que não estava grávida, ao que tudo indica, os primeiros capítulos da próxima temporada mostrarão a personagem lidando com esse luto em sua vida.

Mudanças aprovadas pela autora

A maior polêmica sobre a próxima temporada está na mudança de sexo do interesse amoroso de Francesca. O personagem Michael, primo de John, é um dos favoritos da grande base de fãs dos livros. A mudança se deu para apoiar uma constante na série: a inclusão de uma representatividade maior nas histórias. 

Nenhuma história de Julia Quinn apresenta um casal homoafetivo e a própria autora achou apropriada essa alteração:

“Agora estou confiante que, quando Francesca tiver sua temporada de ‘Bridgerton’, será a mais emotiva e comovente história da série, assim como ‘O Conde Enfeitiçado’ sempre foi o que mais provocou lágrimas nos livros. Sinceramente, pode ser ainda mais impactante, já que John está tendo muito mais tempo na tela do que teve nas páginas. Acho justo dizer que todos nos apaixonamos um pouco por ele”, disse a autora em sua postagem. 

Ainda assim, quanto mais sabemos sobre a próxima temporada, mais claro fica que as reclamações têm uma origem que se distancia da preocupação com o enredo em si. Separamos alguns exemplos com possíveis soluções para os fãs mais acalorados:

“O que vai acontecer com o debate sobre a infertilidade de Francesca? Esse enredo ficará de fora?”

Muito provavelmente, não. Não é porquê ela estará em uma relação sáfica que esse ponto não será abordado, mesmo que se dê ao relembrar a relação dela com John. A questão já começou a ser tratada no final da última temporada.

“A série deixou de lado o amor da personagem por seu marido, ela até esqueceu as palavras quando Michaela chegou”

A história dos dois foi bem desenvolvida até na temporada em que ela não era a protagonista. O único pedido da autora foi que esse amor dela pelo John não fosse deixado de lado, e ela mesma disse que acha que o personagem teve mais destaque na série do que no livro.

“A maternidade é muito importante para ela no livro”

Esse fator ainda pode (e deve) ser muito importante para ela em sua temporada, mesmo com Michaela.

“Naquela época casais homoafetivos não eram aceitos”

Mesmo assim, eles nunca deixaram de existir. Com a história de Benedict como bissexual, a série tem dado mais espaço para personagens LGBTQIAPN+, até mesmo tendo o Meu Chalé como um refúgio onde as pessoas podem ser quem quiserm.

No fim, o que nos resta é esperar para ver como a criadora vai inserir essa mudança na história como um todo. Julia Quinn, que criou Francesca, Michael e os outros personagens que provocaram tanto amor nos fãs dos livros, está de acordo com a mudança de Michaela. Todas as questões apresentadas pelos fãs de Michael ainda podem ser trabalhadas com a personagem “nova”.  

No mais, casais homoafetivos finalmente terão a oportunidade de se sentir representados por mais uma bela história de amor que Bridgerton se propõe a oferecer; assim como ofereceu quando mudou outras narrativas para oferecer essa representatividade tão importante para muitos.

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