Embora a inteligência artificial seja um novo tipo de tecnologia empolgante para muitos, o público feminino é menos entusiasmado com esses recursos. A 5ª edição da pesquisa “Women at Work”da SurveyMonkey, realizada pela CNBC, indica que mulheres demonstram menos entusiasmo que os homens quando o assunto é IA.
O questionário foi realizado entre 10 e 16 de fevereiro de 2026 com mais de 6.300 pessoas. Dentre os resultados, foi mostrado que 64% das mulheres entrevistadas nunca utilizaram inteligência artificial no ambiente de trabalho. Por outro lado, 55% dos homens entrevistados revelaram que não usaram a tecnologia.
Mesmo no grupo de pessoas que confirmaram usar as capacidades de IA, os usuários mais avançados são homens. Questionados sobre usarem inteligência artificial várias vezes ao dia, os homens possuem 14% dessas interações, enquanto as mulheres possuem apenas 9%.
Homens querem aprender mais sobre IAs
Um detalhe interessante do questionário está no fato de que mesmo os homens que usam IA entendem que precisam estudar mais sobre o assunto. Quase 60% dos homens entrevistas acreditam que precisam de mais treinamento para usar IAs no trabalho e 39% deles tem receio de “ficar de fora” do mercado, comparado a 35% das mulheres.
O estudo mostra também que 42% das mulheres entrevistadas “discordam fortemente” que não aprender IA resultará em desvantagens no trabalho, contra 36% dos homens que têm a mesma opinião. Apesar disso, muitas empresas vão começar a contratar profissionais que tenham pelo menos conhecimentos básicos nos usos dessas ferramentas.
A disparidade de gênero acerca do uso de inteligência artificial pode criar precedentes perigosos no mercado de trabalho. Com menos mulheres interessadas em aprender sobre a tecnologia, eventuais promoções e admissões em cargos podem aumentar para o público masculino e contribuir com o afastamento de mulheres em posições importantes no futuro.
O Senado brasileiro aprovou o uso de inteligência artificial para monitorar agressores de mulheres por meio de um sistema capaz de aprimorar alertas às autoridades. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.