Home Variedade ‘Não tem nada que seja proibido’, diz criador de conteúdo que ligou Starlink em avião

‘Não tem nada que seja proibido’, diz criador de conteúdo que ligou Starlink em avião

by Fesouza
5 minutes read

O criador de conteúdo que viralizou nos últimos dias por ligar uma antena da Starlink e obter sinal de internet via satélite em pleno voo falou brevemente com o TecMundo sobre o caso. Conversamos com Diego Ronchi, responsável pelo perfil @chumbinho.aviacao.nasnuvens, que postou o vídeo no Instagram e gerou muito debate na rede social.

O homem, que publica conteúdos relacionados a aeronaves e aviação, tem mais de 184 mil seguidores apenas na plataforma da Meta. 

Pela DM do Instagram, ele diz que não fez nada irregular no voo da Azul. Porém, o autor da façanha no mínimo curiosa acredita em mudanças na legislação depois que o próprio clipe rodou o país. O vídeo publicado há cinco dias já acumula mais de 619 mil visualizações.

Até então não tem nada que seja proibido e ninguém falou nada, não, até porque você pode usar notebook após a decolagem sem problema algum. Como o vídeo deu bastante repercussão e deu novamente problemas com carregamento portátil com bateria danificada, deve haver em breve uma nova regra“, afirmou o criador de conteúdo.

Apesar de não mencionar qual seria o caso, é possível que ele esteja se referindo a um incidente que aconteceu na última semana em São Paulo, quando uma aeronave da companhia aérea Latam fez um pouso de emergência após um power bank pegar fogo durante o voo.

O vídeo que viralizou

O conteúdo em questão é acompanhado do texto “Você consegue ficar sem internet em voo. Sou bom de gambiarra, problema no voo resolvido com a Starlink” e dura poucos segundos, mostrando o equipamento montado. 

Ele inclui um power bank de grande capacidade que está conectado por um cabo a uma antena da Starlink posicionada entre o vidro e a persiana da janela da aeronave.

starlink-avião-brasil-power-bank
Imagem: chumbinho.aviacao.nasnuvens/Instagram)

Nos comentários, há tanto elogios pela criatividade do usuário quanto críticas por possíveis violações de normas de segurança do voo, com questionamentos sobre a legalidade ou não da ação e do embarque com esses materiais. Além da antena que fornece sinal via satélite, o rapaz estava com uma fonte de energia de aproximadamente 60.000 mAh.

O que dizem as autoridades e a Azul?

Em nota enviada ao TecMundo, a Azul informa que “cumpre rigorosamente todas as normas de segurança em seus voos” e segue as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e órgãos internacionais de aviação. A empresa ainda ressaltou que “está apurando o caso“.

Já a Anac explica que o principal item exibido no vídeo, que é a antena da Starlink, ainda não consta em listas de procedimentos de inspeção de segurança da aviação civil e, tecnicamente, não é considerada um item proibido. 

Ainda assim, a agência dá ao funcionário responsável pela inspeção de passageiros e bagagens de mão o poder de classificar um item como proibido, mesmo fora da lista nominal, caso ele seja “um risco para a saúde, segurança ou propriedade quando transportados por via aérea“.

Além disso, a agência lembrou que companhias aéreas podem autorizar o uso de eletrônicos portáteis que não causem interferência com os sistemas de comunicação ou de navegação do avião, desde que haja aviso prévio ou procedimentos específicos. 

Kit-Starlink-MINI-2535008BR-1000x400.jpg
A Starlink Mini, antena mais compacta da empresa de Elon Musk. (Imagem: Divulgação/Starlink)

Até mesmo os comandantes de voos comerciais podem optar por desembarque de passageiros e, dependendo do caso, até acionar a Polícvia Federal. “Assim, compete à tripulação avaliar o caso e adotar ações de acordo com a situação”, detalha a nota da Anac.

Power bank é proibido no voo?

A nota da Anac, porém, não listou outro equipamento importante que é exibido no vídeo: o power bank de alta capacidade usado para fornecer energia para a antena. Neste caso, há regras específicas para transporte desse tipo de aparelho, que tecnicamente deveria ser barrado em alguma das etapas de inspeção.

  • Segundo a determinação do órgão, fontes de energia de até 100 Wh são permitidos na cabine — o que equivale em média a um power bank de 27.000 mAh, menos que a metade do que o item levado pelo passageiro no vídeo;
  • Se o produto tiver entre 100 Wh e 160 Wh, é até possível levá-lo na bagagem de mão, porém sob autorização prévia da companhia aérea e seguindo regras específicas de segurança;
    Para fontes de energia externas de mais de 160 Wh, o transporte é proibido nos voos comerciais.

E você, o que achou desse caso? Aproveite para deixar seu comentário no espaço abaixo e siga o TecMundo nas redes sociais para acompanhe tudo o que rola no universo da tecnologia!

You may also like

Leave a Comment