Uma nova cratera de 225 metros de diâmetro se formou na Lua em 2024 e só foi descoberta meses depois em imagens de satélite. Esse tipo de impacto é muito raro – acontece aproximadamente uma vez a cada século – e mostra que colisões ainda podem alterar a superfície lunar.
A identificação veio de comparações de fotos feitas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da NASA, que estuda a Lua desde 2009 a partir da órbita. Os cientistas não viram o impacto acontecer, mas perceberam a mudança no terreno depois que a cratera já estava formada.
Em resumo:
- Cratera de 225 metros é descoberta na Lua por satélite da NASA.
- Impacto ocorreu em 2024, evento raro, acontece a cada século.
- Material ejetado se espalhou, alterando crateras menores e o terreno.
- Astrônomo Mark Robinson alerta para riscos em futuras missões lunares.
- Detritos podem viajar até 120 km, reforçando necessidade de monitoramento.
Impactos como este mostram que a Lua, embora considerada geologicamente tranquila, ainda sofre alterações significativas. Em um encontro sobre ciências lunares e planetárias realizado no Texas na semana passada, o astrônomo Mark Robinson, professor de geologia planetária na Universidade do Arizona e investigador principal da câmera LROC, afirmou que o tamanho e os efeitos da cratera revelam riscos que futuras missões lunares não podem ignorar.
A cratera recém-descoberta é maior que outras detectadas nos últimos anos. Robinson explicou que colisões desse tamanho ocorrem, em média, uma vez a cada 139 anos. Isso torna o evento excepcional para a observação moderna, especialmente porque crateras de 100 metros já eram consideradas difíceis de encontrar.
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Nova cratera na Lua tem características únicas
Localizada na fronteira entre terras altas acidentadas e as planícies lisas dos mares lunares, a cratera apresenta características únicas. Sua profundidade média é de cerca de 43 metros, com bordas íngremes formadas em material sólido, provavelmente lava resfriada. O formato alongado indica que o solo abaixo não é uniforme, aumentando a complexidade da colisão.
Quando uma cratera grande se forma, ela pode cobrir ou destruir crateras menores pré-existentes na região, tornando-as invisíveis em imagens de satélite. Isso faz com que o número de crateras observáveis em determinada área diminua, mesmo que nenhuma cratera desapareça fisicamente. O material ejetado pelo impacto se espalha por centenas de metros, preenchendo depressões menores e alterando a superfície local. Assim, a contagem de crateras “visíveis” reduz-se, refletindo mudanças na superfície sem significar perda real de crateras.
O impacto não criou apenas um buraco. Uma camada brilhante de material expelido (poeira, rochas e detritos) se espalhou por centenas de metros ao redor da cratera. De acordo com o estudo que descreve a descoberta, perturbações foram detectadas a até 120 quilômetros de distância.
Ainda segundo a pesquisa, o material ejetado pode se deslocar a velocidades próximas de um quilômetro por segundo, representando perigo para equipamentos e futuras bases na Lua. Esse tipo de evento reforça a importância de monitorar constantemente a superfície lunar e planejar missões levando em conta esses riscos.
Mais que um registro geológico, a descoberta dessa cratera é um alerta sobre como a Lua continua sendo moldada por impactos e como essas mudanças podem afetar a exploração espacial no futuro.
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