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NASA lança foguetes de sondagem do Alasca para investigar as misteriosas auroras negras

by Fesouza
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A NASA enviou foguetes de sondagem ao céu do Alasca para estudar os “circuitos” elétricos das auroras, fenômenos luminosos que se formam quando partículas do Sol atingem a atmosfera da Terra. Essas luzes coloridas surgem principalmente nas regiões polares e são conhecidas por seu brilho intenso e movimentos ondulados.

Os lançamentos ocorreram com um dia de intervalo entre eles, no Campo de Pesquisa de Poker Flat, próximo a Fairbanks. Foram usados foguetes de sondagem suborbitais, que sobem até grandes altitudes, mas não entram em órbita. Eles permanecem pouco tempo no espaço e retornam à Terra após coletar dados científicos com seus instrumentos capazes de medir partículas, campos elétricos e variações no plasma – o gás eletricamente carregado presente na alta atmosfera.

NASA lança foguetes de sondagem do Alasca para investigar as misteriosas auroras negras
Anti-aurora (ou aurora negra) fotografada no céu do Alasca em 22 de novembro de 2024. Crédito: Todd Salat via Spaceweather.com

Auroras negras são um fenômeno raro

A primeira missão recebeu o nome de Levantamento Científico das Auroras Negras e Difusas (BADASS). Ela foi lançada na madrugada de 9 de fevereiro para investigar as chamadas auroras negras, um tipo raro e ainda pouco compreendido do fenômeno.

Diferentemente das auroras comuns, que ocorrem quando elétrons descem em direção à Terra e produzem luz, as auroras negras envolvem o movimento oposto. Nesse caso, elétrons são lançados de volta ao espaço, criando áreas escuras no meio do brilho colorido.

O foguete da missão BADASS alcançou cerca de 360 km de altitude antes de cair de volta. Segundo a pesquisadora Marilia Samara, responsável pelo estudo, afirmou em um comunicado da NASA, todos os equipamentos funcionaram corretamente e registraram dados de alta qualidade.

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Uma aurora de aparência “mística” flutua no ar sobre as Montanhas Wrangell, perto de McCarthy, no Alasca, com a Lua minguante refletida nas águas do Rio Kennicott, em 15 de setembro de 2025. Crédito: Todd Salat via Spaceweather.com

Em 10 de fevereiro, foi a vez da missão Estudo Geofísico dos Sistemas da Ionosfera Fora de Equilíbrio (GNEISS). Diferentemente da anterior, ela utilizou dois foguetes lançados em sequência para observar o mesmo evento sob ângulos diferentes.

Os dois foguetes atingiram aproximadamente 319 km de altitude. A proposta foi mapear as correntes elétricas que atravessam a aurora boreal, criando uma espécie de imagem em três dimensões do ambiente eletromagnético.

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Tomografia computadorizada da atmosfera

De acordo com a pesquisadora Kristina Lynch, da Dartmouth College, a meta é entender como a corrente elétrica desce pela atmosfera. Ela compara o método a uma tomografia computadorizada, que permite observar o interior de um corpo em detalhes.

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Um foguete de sondagem sendo lançado em direção a uma aurora boreal na madrugada de 3 de março de 2014, sobre Venetie, no Alasca. Crédito: NASA/Christopher Perry

Com apoio de receptores instalados em solo, os dados combinados devem revelar como o plasma se comporta durante as auroras. Entender esse processo é essencial, pois as auroras estão ligadas a tempestades geomagnéticas.

Essas tempestades podem afetar satélites, colocar astronautas em risco e provocar problemas na Terra, como apagões, falhas em comunicações por rádio e mudanças nas rotas de aviões.

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