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Nem Claude, nem ChatGPT: Pentágono escolhe IA para Forças Armadas dos EUA

by Fesouza
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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos decidiu transformar o sistema de inteligência artificial Maven, da Palantir, em um programa oficial das Forças Armadas, consolidando o uso da tecnologia no longo prazo. A medida foi comunicada pelo subsecretário de Defesa, Steve Feinberg, em uma carta enviada a líderes do Pentágono e vista pela Reuters.

Segundo o documento, a formalização do modelo deve ser concluída até o fim do atual ano fiscal, em setembro. A decisão garante financiamento contínuo e facilita a adoção da plataforma em todos os ramos militares, ampliando sua presença nas operações.

O Maven é um sistema de comando e controle que utiliza inteligência artificial para processar grandes volumes de dados do campo de batalha. A plataforma integra informações de satélites, drones, radares e relatórios de inteligência para identificar possíveis ameaças e alvos, como veículos, instalações e estoques de armamentos.

Atualmente, o sistema já é amplamente utilizado pelas forças armadas dos EUA e tem sido empregado em operações recentes no Oriente Médio. Durante esse período, a tecnologia auxiliou na execução de milhares de ações militares direcionadas.

A reorganização também prevê mudanças na gestão do programa. A supervisão do Maven será transferida da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial para o Escritório de Inteligência Artificial Digital do Pentágono, enquanto os contratos futuros com a Palantir ficarão sob responsabilidade do Exército.

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Decisão do Pentágono vem em meio à disputa com a Anthropic (Imagem: RixAiArt / Shutterstock)

Pentágono reforça IA nas forças armadas

Para o governo americano, a iniciativa reforça a estratégia de ampliar o uso de inteligência artificial nas decisões militares. No comunicado, Feinberg destacou a importância de integrar essas tecnologias de forma mais profunda às operações, tornando a tomada de decisão assistida por IA um elemento central da defesa.

A decisão representa mais um avanço da Palantir dentro do setor público dos EUA. A empresa tem acumulado contratos de alto valor com o governo, incluindo um acordo com o Exército que pode chegar a US$ 10 bilhões. Esse crescimento contribuiu para a valorização da companhia, que hoje tem valor de mercado próximo a US$ 360 bilhões.

Apesar do avanço, o uso de IA em operações militares continua cercado de debates. Especialistas e organizações internacionais alertam para riscos éticos e de segurança, especialmente em sistemas que podem influenciar decisões letais. A Palantir afirma que sua tecnologia não executa ataques de forma autônoma e que a decisão final sobre alvos permanece sob controle humano.

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O Maven surgiu inicialmente como parte de um projeto do Pentágono em 2017 voltado à análise de imagens de drones. Desde então, evoluiu para uma plataforma mais ampla, com dezenas de milhares de usuários e contratos que já ultrapassam a casa de bilhões de dólares.

A decisão do Pentágono vem em meio à disputa com a Anthropic, que se negou a flexibilizar suas regras para permitir o uso do Claude em aplicações militares. O Olhar Digital deu os detalhes sobre essa ‘briga’ aqui.

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