O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) liberou uma nova leva de documentos do caso Jeffrey Epstein. E arquivos citam grandes nomes do setor de tecnologia, como Elon Musk, Tim Cook e Bill Gates.
O desdobramento faz parte de uma investigação sobre a rede de exploração sexual operada por Epstein, cujo epicentro era sua ilha particular. As mais de três milhões de páginas relacionadas ao caso detalham como o empresário atuava como “ponte” entre executivos de altos escalões.
Documentos do caso Epstein revelam pedidos de reuniões e conversas sobre visitas à ilha particular
Numa conversa por e-mail de 2013, Musk teria perguntado a Epstein sobre quando poderia visitar sua ilha particular. E Epstein teria respondido que o empresário seria bem-vindo. Depois, teria tentado combinar uma data para o encontro. Musk nega ter feito a viagem e afirma que, embora tenha recebido convites insistentes, nunca aceitou ir ao local. Vale frisar: os arquivos não provam que a visita de fato ocorreu.
Outro ponto importante envolve Steven Sinofsky, que foi o chefe da divisão Windows na Microsoft. Em 2012, ele teria procurado Epstein para ajudar a negociar sua saída da empresa e garantir um pagamento de US$ 14 milhões (R$ 73,65 milhões). Os documentos indicam que Epstein facilitou uma conversa entre Sinofsky e o CEO da Apple, Tim Cook, para falar sobre novas oportunidades de trabalho. E Sinofsky confirmou que o encontro com Cook ocorreu na época.
Sobre Bill Gates, foram encontrados rascunhos de e-mails escritos por Epstein com acusações de comportamento inadequado do fundador da Microsoft. O texto menciona pedidos de remédios e encontros com mulheres, mas a equipe de Gates nega tudo e diz que as afirmações são “absurdas e falsas”. Segundo porta-vozes, Epstein estava apenas tentando difamar Gates por não conseguir manter uma relação próxima com ele. A ex-esposa de Gates, Melinda, declarou que (supostos) laços entre Gates e Epstein pesaram na decisão do divórcio.
A investigação reforça que a ilha de Epstein era o epicentro de um esquema de abuso contra menores de idade. Muitas pessoas viajavam para lá no avião particular dele, conhecido pelo apelido de “Lolita Express” (embora aparecer na lista de passageiros não signifique necessariamente participação em crimes). Ao todo, o governo liberou cerca de dois mil vídeos e 180 mil imagens relacionadas ao caso.
Essa divulgação recente de arquivos encerra uma etapa importante da revisão de documentos feita pela Justiça dos EUA. Mesmo com a liberação de tantas páginas, o governo ressalta que muitos dos relatos escritos pelo próprio Epstein nos e-mails não possuem provas concretas até o momento. O caso continua a ser analisado.
(Essa matéria usou informações de Business Insider, G1 e The Verge.)
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