Cientistas do Japão e Estados Unidos divulgaram recentemente um estudo que pode ser a cura para a calvície e a alopécia. A pesquisa identificou um tipo de célula adicional que não era utilizada em estudos que visavam o mesmo objetivo, desenvolvendo um folículo capilar capaz de restaurar os ciclos de crescimento do cabelo, relacionando-se com o ciclo natural do couro cabeludo saudável no corpo humano. O principal autor do estudo é Takashi Tsuji e o artigo pode ser lido aqui.
Anteriormente, apenas duas células eram submetidas à pesquisa: células estaminais epiteliais para a produção do cabelo e as células da papila dérmica que regulam o crescimento capilar. Esses tratamentos se tornavam defasados pela falta de conexão entre o fio e o tecido circundante, o que impedia que o folículo mantivesse um ciclo de crescimento natural.
Para quem tem pressa:
- Novo estudo identificou uma célula capaz de restaurar os ciclos capilares naturalmente;
- Essa descoberta simboliza uma nova possibilidade de cura para problemas capilares como a calvície e a alopecia;
- Os pesquisadores afirmaram que os próximos passos do estudo visam não só à segurança da pesquisa para o corpo humano como também a tentativa de transplantar os folículos sintéticos de forma não invasiva para o couro cabeludo.
Como esta nova pesquisa supera as anteriores?
A evolução dos testes veio com a implementação da nova célula no desenvolvimento in vitro do folículo, em sua fase inicial.
Esta abordagem fez o folículo se desenvolver de forma completa, acompanhando um ciclo capilar natural sem a necessidade de transplante ou de implantes invasivos, o que geralmente acontecia em experimentos anteriores.
Os resultados mais consolidados vieram após o folículo sintético completar o período de vida saudável de um folículo natural, crescendo e caindo por cerca de 68 dias seguidos.
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Por mais que a fase de testes tenha sido feita apenas em camundongos, os pesquisadores afirmaram que os próximos passos do estudo visam a segurança da pesquisa para o corpo humano, e como transplantar os folículos sintéticos de forma não invasiva para o couro cabeludo.
“Em estudos futuros, pretendemos elucidar a linhagem das células mesenquimatosas do bulbo capilar e os seus papéis no desenvolvimento do folículo piloso e no ciclo capilar in vitro, além de abrir caminho para a regeneração do folículo piloso através de modelos humanizados”, finalizaram os autores do estudo.
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