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Como antecipamos, essa é uma semana agitada para as big techs. Hoje, teremos o balanço financeiro da Apple.
Em fevereiro, será a vez de Alphabet/Google, Amazon e NVIDIA.
Vamos a um resumo de ontem:
Microsoft: números acima das estimativas de mercado tanto em receita quanto em lucro por ação. Mesmo assim, as ações da companhia recuaram, refletindo a desaceleração no crescimento da área de computação em nuvem e o aumento dos gastos com infraestrutura voltada à inteligência artificial.
Samsung: reportou 20,1 trilhões de wons (cerca de R$ 72,6 bilhões) em lucro operacional no quarto trimestre – acima da estimativa de 20,018 trilhões de wons e mais de três vezes o resultado de um ano antes. A marca supera o antigo recorde de 17,6 trilhões de wons, registrado no terceiro trimestre de 2018.
Meta: a previsão de faturamento para o primeiro trimestre ficou entre US$ 53,5 bilhões e US$ 56,5 bilhões, superando a estimativa média de US$ 51,41 bilhões de analistas consultados pela LSEG. Para o ano de 2026, a Meta projeta despesas totais entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões, sinalizando a manutenção de um nível elevado de investimentos, especialmente em infraestrutura de inteligência artificial.
Tesla: no balanço trimestral, a empresa de Musk reportou receita de US$ 24,9 bilhões, superando a média de US$ 24,79 bilhões projetada por analistas consultados pela LSEG. Apesar do resultado positivo no trimestre, a empresa informou que a receita anual caiu 3%, totalizando US$ 94,8 bilhões, ante US$ 97,7 bilhões em 2024. A queda foi atribuída à redução nas entregas de veículos e à diminuição na receita com créditos regulatórios.
Promessas de Musk
A Tesla confirmou que firmou um acordo para aplicar cerca de US$ 2 bilhões na rodada de financiamento da xAI, startup de Elon Musk responsável pelo Grok. No campo operacional, a montadora informou que já iniciou a fase de preparação industrial para a produção do Cybercab, veículo autônomo de dois lugares, projetado sem volante ou pedais. Musk reiterou que a fabricação deve começar em abril de 2026, embora tenha alertado recentemente que o ritmo inicial será lento. Além disso, a empresa planeja apresentar ainda neste trimestre a terceira geração do robô humanoide Optimus, descrito como o primeiro modelo pensado para produção em massa.

E hoje? O que esperar da Apple?
A Morningstar espera um trimestre de recorde em vendas impulsionadas pelo iPhone. A empresa de pesquisa entende que houve uma demanda reprimida por atualizações, o que alavancou o iPhone 17. Por outro lado, a análise lembra que as ações da Apple caíram consideravelmente a partir de dezembro, sobretudo por incertezas geopolíticas e ligadas à inteligência artificial.
“Esperamos alguns comentários sobre o recente acordo com o Google Gemini para impulsionar uma Siri atualizada ainda este ano. A Apple, até agora, não atingiu as metas estabelecidas em sua estratégia de IA, e acreditamos que isso a ajudará a se recuperar (…) A incerteza geopolítica contribuiu para a queda, já que a Apple está no centro das relações entre Estados Unidos e China” – explica o comunicado.
A Samsung tem um alerta
A empresa prevê um agravamento da escassez de chips neste ano – crise esta provocada pelo boom das IAs, como já falamos nessa newsletter.
Quando você pensa em Samsung, deve pensar em celular e em TV. Mas a gigante sul-coreana também é uma grande produtora de chips de memória.
Então, a visão da Samsung é muito interessante nesse momento: a forte demanda por memória beneficia um lado, mas cria dificuldades para suas outras unidades – como smartphones.
A expectativa é de que não haja expansão de oferta nos próximos dois anos, enquanto a demanda relacionada por IA estiver tão alta.
Em números: o lucro operacional da divisão de semicondutores da Samsung disparou 470%, representando mais de 80% do lucro total. Em contrapartida, o lucro com dispositivos móveis caiu 10%.
As divisões de dispositivos móveis e displays da empresa alertaram para um “ano desafiador”.
O setor de displays prevê uma queda na demanda por smartphones neste trimestre devido ao aumento dos preços dos chips e antecipa que os clientes pressionarão por reduções de preços, como lembra a Reuters.
NVIDIA e China
Ontem falamos que fontes da Reuters informaram que a China teria dado aprovação a três empresas para adquirir chips H200 da NVIDIA. Posteriormente, a agência deu nome às companhias: ByteDance, Alibaba e Tencent.
O CEO da NVIDIA, contudo, afirmou que a empresa não recebeu essas informações e que, segundo seu entendimento, o governo chinês ainda estava em processo de decisão.
Jensen Huang, lembrando, viajou à China. “A licença para o H200 está sendo finalizada. E espero que o governo chinês permita que a Nvidia venda o H200, então eles precisam decidir. E estou ansioso por uma decisão favorável”, disse ele a repórteres.
Essas informações são de hoje, também da Reuters.
E vale lembrar: Pequim quer equilibrar o atendimento às demandas de sua crescente indústria de IA com o desenvolvimento de tecnologias próprias.
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