O vídeo mais aleatório que você verá hoje: um cão-robô jogando badminton

Sim, você já viu aqui no Olhar Digital cães-robôs desempenhando os mais variados tipos de tarefas. Nenhuma delas, porém, envolvia a prática de badminton!

O feito inédito vem do Instituto Federal de Tecnologia (ETH) de Zurique, na Suíça. Cientistas e engenheiros treinaram o seu robô de quatro patas ANYmal por meio de aprendizagem por reforço e o resultado final foi impressionante: a máquina já está jogando muito melhor do que eu ou você.

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Antes de falar sobre o ANYmal em si, vale explicar o que é o badminton para o público brasileiro no geral – e já peço desculpas antecipadamente aos praticantes do esporte pela simplificação das palavras e do exemplo.

Trata-se de uma modalidade olímpica com raquetes. Pode ser disputada em dupla ou individualmente e o objetivo é derrubar a peteca (e não a bola) no chão. A quadra tem quase 13 metros e meio de comprimento e a rede tem cerca de 1 metro e meio. A largura varia entre 5,18 e 6,10 metros (dependendo se a partida é de duplas ou simples).

Apesar de ter sido criado na Inglaterra, o badminton é bastante popular hoje em países asiáticos, como a China, a Malásia, a Coreia do Sul e a Indonésia.

Um cão-robô habilidoso

  • O ANYmal usa duas câmeras para rastrear a peteca enquanto ela se move no ar, prevê sua trajetória de voo e, em seguida, coloca o “corpo” na posição ideal para realizar o golpe.
  • O cão-robô foi treinado a partir da tecnologia de aprendizagem por reforço.
  • Ou seja, o seu banco de dados contabilizou e simulou uma série de reações e hoje sabe qual a melhor tacada para cada tipo de “bola” que chega.
  • O sistema permite que o robô intercepte a peteca com precisão, movendo-se rapidamente e sem perder o equilíbrio.
  • Isso exige bastante coordenação entre seus comandos de percepção visual e funções motoras.
  • Um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, Andrei Cramariuc explicou que trabalhar com esporte é especialmente desafiador diante da agilidade e da mudança de direção.
  • Segundo o cientista, seu ANYmal hoje joga parecido com uma criança de 7 anos.
  • O plano, porém, é continuar desenvolvendo a tecnologia para que, um dia, ele possa jogar como um profissional ou um atleta olímpico.
O badminton é um esporte olímpico bastante popular na Ásia (mas também em outros lugares) – Imagem: Ryan Nash Photography/Shutterstock

Outras funções

O ANYmal em si não é uma novidade. O cão-robô do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique existe há vários anos e já está disponível comercialmente para rotinas de inspeção autônoma. Algumas usinas de energia do país, inclusive, já adquiriram a máquina, que realiza atividades como varredura de áreas e detecção de vazamentos de gás.

O ANYmal também passou recentemente por um atualização que permitiu que ele andasse por terrenos acidentados, abrindo a possibilidade para que ele trabalhe em missões de resgate. E a novidade da vez está na prática de badminton e na evolução do sistema de aprendizagem por reforço.

Como dissemos acima, a ideia é continuar aperfeiçoando a prática esportiva para que o ANYmal possa atuar como uma espécie de assistente no treinamento esportivo. O único problema é que ele seria um assistente extremamente caro: especialistas avaliam que o pequeno cão-robô custe aproximadamente US$ 150 mil!

As informações são do New Atlas.

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