A justiça dos Estados Unidos ordenou à OpenAI que pare de usar o termo “Cameo” em seus produtos e serviços, conforme decisão divulgada n último sábado (14). A disputa de marca registrada teve início após uma empresa de mesmo nome processar a startup.
Sediada em Chicago, a Cameo comercializa vídeos personalizados de celebridades oferecidos como presente para amigos e parentes. No ano passado, ela entrou com ação contestando o uso da marca pela OpenAI no aplicativo de geração de vídeos por IA Sora 2.
O que é o recurso Cameo?
A funcionalidade que motivou a ação registrada em um tribunal distrital federal da Califórnia permite criar representações virtuais de usuários. Lançada na versão mais recente do modelo, a ferramenta facilita a inserção dessas imagens em vídeos gerados por IA.
- Quando o Sora 2 foi anunciado, a Cameo foi à justiça alegando que o uso do termo pela OpenAI causaria confusão entre os clientes;
- O argumento da desenvolvedora do ChatGPT, de que o uso da palavra era meramente descritivo, foi rejeitado;
- Na ocasião, a marca obteve liminar que bloqueava a adoção do termo pela companhia de IA;
- Por causa disso, a OpenAI precisou modificar o nome do recurso Cameo para “Personagens” no app Sora 2.
“Esta decisão é uma vitória crucial não apenas para a nossa empresa, mas também para a integridade do nosso mercado e para os milhares de criadores que confiam na marca Cameo. Continuaremos a defender vigorosamente a nossa propriedade intelectual”, celebrou o CEO da plataforma, Steven Galanis, em comunicado.
O executivo comentou, ainda, que a empresa passou quase uma década construindo a sua reputação. No processo, a marca comentou que o uso do nome pela startup poderia associá-la a “imagens de IA de baixa qualidade e deepfakes com celebridades“.
OpenAI contesta decisão
Comentando sobre a ordem que a proíbe de usar o termo Cameo, a empresa de IA negou a acusação de violação de direito de marca, discordando da determinação judicial. “Esperamos continuar a apresentar nossos argumentos”, disse um porta-voz à Reuters.
Recentemente, a OpenAI se envolveu em outras batalhas judiciais semelhantes, incluindo uma que a acusava de se apropriar do nome Sora. Em outra, precisou abandonar a marca “IO” que apareceria em futuros produtos de hardware.
Vale destacar, também, as disputas judiciais com grupos de mídia e artistas por supostos usos de conteúdos protegidos por direitos autorais no treinamento de modelos de IA da companhia.
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