Operação mira grupo acusado de lavagem na venda de eletrônicos

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (12), operação contra uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro na venda de eletrônicos distribuídos a partir da capital paulista para todo o Brasil. O grupo movimentou ao menos R$ 1,1 bilhão em sete meses.

Conforme a investigação, o esquema envolve a participação de chineses e uma pessoa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Além do estado de São Paulo, os mandados de busca e apreensão e de prisões foram cumpridos em Santa Catarina.

Como funcionava o esquema?

Usando um complexo sistema de desvio de fluxo financeiro para a ocultação de receitas, os investigados realizavam as vendas de eletrônicos pela plataforma principal. No entanto, os pagamentos iam para empresas de fachada.

  • Elas funcionavam como contas de passagem, enquanto as notas fiscais eram emitidas por terceiros;
  • Assim, o grupo movimentou grandes quantias de dinheiro em pouco tempo, gerando uma enorme discrepância entre o fluxo de caixa real e o patrimônio auditável;
  • De acordo com a Polícia, a prática envolvia pessoas com histórico ligado a facções criminosas atuando como sócios de fachada e beneficiários de imóveis valorizados;
  • O objetivo ao utilizar tais indivíduos era a blindagem patrimonial.
Bens pertencentes aos investigados foram apreendidos durante a operação. (Imagem: SSP-SP/Divulgação)

“A operação comprovou uma sistemática confusão patrimonial com o objetivo de fraudar o fisco, credores e o sistema judiciário”, destacou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, em comunicado. O órgão lembrou que esta ação foca apenas na lavagem de dinheiro.

Já os crimes fiscais cometidos pelo grupo serão comunicados formalmente às autoridades competentes, que ficarão responsáveis por tomar as providências referentes a tais atos ilícitos.

Bloqueio de bens

A operação, que também teve a participação do Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), e da Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP), resultou no sequestro de valores de até R$ 1,1 bilhão do grupo investigado.

Isso inclui R$ 25 milhões em imóveis de luxo e veículos pertencentes aos suspeitos. Também foram bloqueadas dezenas de contas bancárias em nome de laranjas e várias aplicações financeiras mantidas por eles.

Na força-tarefa, foram mobilizados 100 policiais civis, 20 auditores fiscais da Sefaz-SP e dois promotores de justiça. Os 20 mandados de busca e os três de prisão estão sendo cumpridos em quatro endereços.

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