Por que a Lua fica laranja? Entenda o fenômeno que altera a cor do satélite

Quem observa o céu à procura da Lua geralmente espera encontrá-la com o famoso brilho intenso, mas numa cor branca e dura. Contudo, alguns fenômenos podem alterar temporariamente esse branco e transformá-lo, por exemplo, em um laranja. Mas como e por que isso acontece? A seguir, descobra por que a Lua pode ficar laranja às vezes.

Por que a Lua fica laranja?

Entendendo a cor branca da Lua

Lua e Júpiter próximos no céu fotografados em Indore, Índia. Crédito: Reprodução Reddit.com/@astrophotography

A primeira coisa a ser desmitificada é que, ao contrário do se espera, a Lua não emite luz própria. Isso significa que o brilho intenso e branco que vemos no céu não vem dela. Na verdade, a Lua reflete a luz do Sol.

Na física, estudamos que a cor branca se forma pela ‘combinação’ simultânea de todas as cores do espectro de luz visível: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Como o Sol emite frequências de luz policromáticas (todas as cores visíveis juntas), a luz branca torna-se perceptível.

Então, quando a Lua brilha no famoso tom esbranquiçado, isso nada mais é do que a reflexão de luz policromática do Sol.

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Entendendo como e por que a Lua fica laranja

Lua laranja acima de uma floresta (Reprodução: Ganapathy Kumar/Unsplash)

A cor que vemos na Lua, olhando-a da Terra, depende muito de como a luz refletida viaja pela atmosfera até chegar aos olhos humanos.

Antes da luz chegar até nós, ela precisa atravessar a atmosfera terrestre, a qual é composta por uma gama de diferentes gases. Dentre eles, estão o nitrogênio e o oxigênio, assim como várias partículas microscópicas (de poeira, pólen, queimadas, etc.).

Uma vez que a luz atravessa a atmosfera, há uma interação com cada uma dessas partículas. Então, quanto mais partículas houver ali no momento da travessia, maior será a influência da atmosfera na mudança da luz que vemos na Lua. Calma, vamos explicar melhor.

A luz possui diferentes comprimentos de ondas, o que ocasiona diferentes cores. Aquela com comprimentos menores de onda (como é o caso do violeta e do azul, e em menor grau do verde) são mais facilmente dispersáveis do que outras; ou seja, se houver muitas partículas na atmosfera no momento da travessia da luz refletida pela Lua, os comprimentos menores de onda serão mais dispersados (as cores mais frias ‘desaparecem’).

Lua laranja subindo no horizonte (Reprodução: Tino Rischawy/Unsplash)

A luz branca aparece quando todas as cores estão juntas, mas se uma ou mais ondas (que formam essas cores) forem dispersadas pelas partículas da atmosfera, a luz branca se transforma noutra cor.

Desta forma, uma vez que o violeta, o azul e parte do verde saem de cena (para os olhos humanos), as ondas com comprimentos maiores (que costumam ser de cores mais quentes, como laranja e vermelho) resistem mais à dispersão atmosférica e se tornam mais evidentes. Então, como consequência, a Lua branca se torna mais alaranjada.

Esse efeito torna-se ainda mais intenso quando a Lua está próxima ao horizonte, pois sua luz precisa atravessar uma camada maior da atmosfera terrestre, aumentando a dispersão das cores de menor comprimento de onda antes de chegar aos olhos do observador.

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