Dormir bem é um dos pilares da saúde, mas a ciência vem mostrando que dormir demais também pode sair caro. Estudos recentes publicados na The Lancet e European Heart Journal revelam que excesso de sono pode afetar foco, energia e até aumentar riscos metabólicos e entender isso muda a forma como cuidamos da rotina.
O que dizem estudos científicos sobre dormir mais de 9 horas?
Metanálises que reuniram dados de mais de 5 milhões de pessoas mostram que dormir acima de 9 horas por noite está associado a maior risco de mortalidade, doenças cardiovasculares, AVC e diabetes tipo 2. Esses resultados aparecem de forma consistente em pesquisas publicadas em periódicos como The Lancet e European Heart Journal.
Os cientistas explicam que o excesso de sono pode estar ligado a processos inflamatórios, alterações hormonais e menor estímulo metabólico, além de funcionar como marcador de outros problemas de saúde. Por isso, o intervalo entre 7 e 9 horas segue sendo o mais associado a melhor equilíbrio físico, mental e cognitivo.
Uma meta-análise de 43 estudos mostrou que dormir “mais de 8–9 h” estava significativamente associado a maior incidência e mortalidade por AVC.
Dormir muito pode atrapalhar foco, energia e produtividade?
O sono em excesso chama atenção porque, ao invés de recuperar, pode deixar o corpo lento e a mente “nebulosa”. Pesquisas associam longas horas na cama a menor disposição, pior desempenho cognitivo e sensação constante de cansaço ao longo do dia.
Quando o cérebro passa mais tempo do que precisa em repouso, os ciclos naturais de vigília ficam desregulados. Isso afeta atenção, memória e tomada de decisão, habilidades chave, para produtividade e aprendizado.
Como aplicar esse conhecimento na rotina diária?
A ciência mostra que qualidade importa mais do que quantidade. Para adultos, o intervalo mais associado a bons resultados é entre 7 e 9 horas, com horários consistentes de dormir e acordar.
Tecnologias como smartwatches e apps de sono ajudam a identificar padrões, interrupções e excesso de tempo na cama, permitindo ajustes simples que melhoram foco e disposição sem esforço extra.
Leia também:
- Por que nosso corpo treme quando sentimos frio?
- O hábito saudável de beber água pode virar um problema sem você notar
- O que é Sarcopenia, problema enfrentado por usuários do Ozempic e Mounjaro?
Quais sinais indicam que você pode estar dormindo demais?
Observar o próprio corpo é essencial para ajustar hábitos. Alguns sinais ajudam a identificar quando o sono deixou de ser restaurador e passou a atrapalhar a rotina.
Esses pontos ajudam a entender como o excesso de sono afeta saúde e desempenho no dia a dia:
- Cansaço persistente mesmo após muitas horas dormindo
- Dificuldade de concentração e lapsos de memória
- Sensação de peso no corpo ao acordar
- Queda de motivação e produtividade
- Alterações no humor ao longo do dia
Qual o impacto a longo prazo de regular melhor o sono?
Ajustar o tempo de sono melhora a saúde metabólica, o desempenho mental e a estabilidade emocional. Estudos mostram ganhos consistentes em foco, prevenção de doenças e rendimento no trabalho ou nos estudos.
Com apoio da ciência e da tecnologia, o sono deixa de ser apenas descanso e vira uma ferramenta estratégica de saúde, performance e autoconhecimento ao longo da vida. Dormir na medida certa é um exercício de equilíbrio. Quando ciência, tecnologia e atenção aos próprios sinais caminham juntas, o resultado é mais energia, clareza mental e uma vida mais produtiva e consciente.
O post Quando dormir demais atrapalha o corpo em vez de ajudar apareceu primeiro em Olhar Digital.