Um projeto que promete recriar a experiência de caminhar na Lua sem sair da Terra voltou ao radar do mercado imobiliário e turístico internacional – desta vez com planos ainda mais ambiciosos. Batizado de Moon, o empreendimento prevê a construção da maior estrutura esférica do mundo como peça central de um megacomplexo que combina hotelaria, entretenimento e moradia de luxo.
A proposta é liderada pela Moon World Resorts Inc. e estuda a implantação do conceito em até dez países. Entre os destinos considerados estão Emirados Árabes Unidos, China, Tailândia, Brasil, Polônia, Espanha, Índia, Austrália, Egito e Estados Unidos. Cada unidade seria desenvolvida por parceiros regionais independentes, enquanto a empresa forneceria o projeto, a marca e a expertise técnica.
O coração do empreendimento é uma estrutura esférica com aproximadamente 271 metros de diâmetro e mais de 300 metros de altura, superando construções similares já existentes, como a Sphere de Las Vegas. Dentro dela funcionaria um hotel de luxo com 4 mil quartos.
No topo da esfera estaria a principal atração: uma simulação imersiva da superfície lunar, projetada para reproduzir a sensação de estar na Lua. A empresa afirma que a experiência será em escala real, mas ainda não detalhou como pretende recriar efeitos como gravidade reduzida ou as características ambientais do satélite natural.
Segundo os desenvolvedores, apenas essa atração poderia receber cerca de 2,5 milhões de visitantes por ano. Ainda, há expectativa de que o espaço possa ser utilizado como ambiente de treinamento para agências espaciais.
Um complexo turístico de grande escala
Segundo Michael R. Henderson, cofundador da Moon World Resorts, em entrevista ao site Gulf News, o plano é ter um resort completo e integrado com aproximadamente 500 acres, com capacidade para receber até 10 milhões de visitantes por ano.
Além da esfera central, o projeto inclui centro de convenções, áreas de bem-estar, restaurantes, espaços para eventos, polos de entretenimento e até possíveis instalações educacionais.
A área externa da estrutura principal seria cercada por torres que sustentariam uma passarela panorâmica elevada. Imagens conceituais indicam a presença de painéis solares na cobertura. O projeto também prevê heliporto, vertiporto, centro de transporte, estacionamentos e amplas áreas verdes.
Nas imediações, estão planejados edifícios menores em formato esférico e uma área residencial com cerca de 10 mil unidades de luxo, distribuídas em torres e estruturas temáticas. A proposta é criar um ambiente que integre moradia, lazer e trabalho.
Investimento bilionário e foco em capital privado
De acordo com Henderson, a estimativa é que apenas o núcleo central do resort custe cerca de US$ 5 bilhões, sem considerar o valor do terreno. O modelo de financiamento é baseado principalmente em capital privado e na venda antecipada de unidades residenciais.
Apesar do investimento privado, o projeto precisará de apoio governamental para sair do papel. Isso porque, como cada unidade será em um país diferente (se tudo der certo), as empresas parceiras precisarão de apoio no que diz respeito à liberação de terrenos e aprovações regulatórias. Uma vez que essas condições estejam garantidas, a empresa acredita que o financiamento avance rapidamente.
O projeto ainda esteja em estágio conceitual, mas Henderson acredita que 2026 pode ser decisivo para o anúncio das primeiras localizações. A previsão mais otimista aponta para a inauguração do primeiro empreendimento por volta de 2032.
Mercados como China e Emirados Árabes Unidos são vistos como potenciais candidatos para receber as primeiras unidades.
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