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Reconhecimento facial nas bets: como isso protege o apostador no mercado legal

by Fesouza
8 minutes read

Janeiro de 2026 marca um ponto simbólico para o setor de apostas no Brasil: o mercado regulamentado completa um ano de operação e, ao mesmo tempo, o país se prepara para a primeira Copa do Mundo realizada sob um ambiente de bets licenciadas.  

Esse cenário traz para o centro do debate a forma como a tecnologia vem sendo usada para estruturar mecanismos de proteção ao jogador, fortalecer a integridade esportiva e garantir segurança digital em larga escala.

Desde a regulamentação, as operadoras licenciadas passaram a adotar um conjunto de exigências técnicas e operacionais que não existiam de forma padronizada no mercado.  

Entre elas, o reconhecimento facial integrado a processos de Know Your Customer (KYC) se consolidou como uma das principais ferramentas de controle, funcionando como porta de entrada para outras camadas de proteção, como limites de uso, autoexclusão e monitoramento de integridade.

Um ano da regulamentação e o desafio de consolidar confiança no ambiente digital

O mercado regulado de apostas ainda opera em um estágio de amadurecimento.  

Ainda que o Brasil tenha adotado uma regulamentação considerada moderna, o setor convive com discussões legislativas em curso, pressões por aumento de carga tributária e tentativas de alteração das regras originais.  

Esse contexto gera um desafio adicional: garantir que o apostador compreenda as diferenças entre plataformas licenciadas e ambientes clandestinos, especialmente em um ecossistema digital no qual a aparência dos sites pode ser semelhante.

Segundo levantamento do Instituto Locomotiva, encomendado pelo IBJR, 78% dos brasileiros consideram difícil distinguir sites legais de ilegais, e 72% afirmam que nem sempre conseguem verificar se uma plataforma é regularizada.

Nesse cenário, a consolidação da confiança passa diretamente pela transparência dos processos e pela adoção de tecnologias que comprovem, na prática, o cumprimento das normas.  

O reconhecimento facial surge como um dos pilares dessa estratégia, ao tornar a identificação do usuário mais precisa, rastreável e alinhada às exigências regulatórias.

Reconhecimento facial: primeira barreira de proteção no jogo online regulado

A biometria facial é uma tecnologia que utiliza características únicas do rosto para validar a identidade de uma pessoa.  

No setor de apostas regulamentadas, essa solução é aplicada de forma integrada aos protocolos de KYC, que combinam verificação documental, checagens cadastrais e validação biométrica.

Na prática, isso significa que o usuário precisa comprovar que é uma pessoa real, maior de idade e titular legítimo da conta desde o primeiro acesso.  

O reconhecimento facial reduz a possibilidade de cadastros falsos, uso de documentos de terceiros e criação de múltiplas contas com a mesma identidade, práticas historicamente associadas a fraudes e abusos no ambiente digital.

Além disso, o reconhecimento facial contribui para a rastreabilidade das operações.  

Cada etapa relevante da jornada do usuário pode ser associada a uma identidade validada, o que fortalece os processos de auditoria, fiscalização e conformidade exigidos pela legislação.

Como o reconhecimento facial fortalece o Jogo Responsável

A aplicação do reconhecimento facial não se limita ao momento do cadastro.

Em plataformas licenciadas, a tecnologia pode ser usada de forma contínua ao longo da jornada do jogador, reforçando a autenticidade do acesso e reduzindo vulnerabilidades como contas compartilhadas, uso de intermediários ou tentativas de burlar controles de segurança.

Essa verificação contínua é especialmente relevante para a implementação de políticas de Jogo Responsável.  

Funcionalidades como limites de depósito, limites de perda, restrições de tempo e autoexclusão dependem da garantia de que a pessoa que interage com a conta é, de fato, o titular validado.  

Ao integrar reconhecimento facial aos sistemas de proteção ao jogador, o mercado regulado cria condições para que as medidas previstas em norma sejam efetivamente cumpridas, e não apenas declaradas.

Tecnologia e conformidade: por que só o mercado regulado consegue aplicar essas camadas 

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(Fonte: Getty Images/Reprodução)

A adoção do reconhecimento facial está diretamente ligada à existência de um arcabouço regulatório que exige padrões mínimos de segurança, governança e prestação de contas.  

No mercado licenciado, essa tecnologia se conecta a sistemas mais amplos de controle, auditoria e rastreabilidade, que permitem acompanhar operações, identificar inconsistências e responder a exigências de órgãos supervisores.

Nesse ambiente, a biometria funciona de forma complementar a outras soluções tecnológicas, como inteligência artificial, algoritmos de machine learning e análise de dados.  

Essas camadas adicionais são usadas para monitorar padrões de comportamento, fluxos financeiros, geolocalização, dispositivos utilizados e possíveis anomalias estatísticas, compondo um ecossistema integrado de prevenção a fraudes e manipulação de resultados.

Esse nível de integração tecnológica demanda investimentos contínuos e cumprimento de normas técnicas, o que restringe sua aplicação ao mercado regulado.

Mercado legal x mercado clandestino: o que muda para quem aposta

As plataformas clandestinas operam fora do escopo regulatório e, por isso, não estão obrigadas a adotar reconhecimento facial, KYC robusto ou mecanismos formais de proteção ao jogador.  

A pesquisa do IBJR aponta que 46% dos entrevistados já depositaram dinheiro em uma plataforma posteriormente identificada como falsa ou irregular, e 73% afirmam ter utilizado ao menos uma plataforma ilegal mapeada em 2025.

No ambiente clandestino, não há garantias de fiscalização, auditoria ou resposta institucional em caso de irregularidades.  

Já no mercado regulado, a aplicação de tecnologias como reconhecimento facial está associada a obrigações de transparência e integridade, criando um ambiente mais controlado do ponto de vista operacional.

BetAlert: como verificar se uma plataforma é licenciada antes de apostar

Para reduzir a assimetria de informação e facilitar a identificação de plataformas legalizadas, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) desenvolveu o BetAlert.

A ferramenta permite que o consumidor verifique, de forma simples e direta, se uma operadora possui licença para atuar no Brasil.

O BetAlert funciona como um recurso de educação digital, auxiliando o usuário a reconhecer ambientes regulados e a evitar plataformas que não oferecem mecanismos formais de proteção.

Checklist final: como apostar com mais segurança em 2026

No contexto de um mercado regulamentado, alguns sinais ajudam a identificar plataformas licenciadas:

  • Presença de KYC com verificação documental e reconhecimento facial;
  • Existência de limites de depósito, perda e tempo de uso;
  • Opções claras de autoexclusão;
  • Políticas transparentes de segurança digital e proteção de dados;
  • Possibilidade de verificação da licença por ferramentas como o BetAlert.

Do ponto de vista do usuário, adotar práticas como checar a regularidade da plataforma, desconfiar de ofertas fora do padrão e evitar sites que não solicitam validação de identidade contribui para reduzir a exposição a fraudes.

Tecnologia, regulação e confiança: o papel do IBJR na proteção do apostador

Em um cenário regulatório ainda em consolidação, comunicar de forma clara o funcionamento das tecnologias aplicadas ao setor se torna parte essencial da estratégia de proteção ao consumidor.  

O IBJR atua nesse contexto ao reunir operadoras licenciadas, promover boas práticas e ampliar o acesso à informação sobre segurança, integridade esportiva e Jogo Responsável.

Ao evidenciar como tecnologias como o reconhecimento facial operam dentro do mercado regulado, o instituto contribui para fortalecer a confiança no sistema, diferenciar ambientes legais de estruturas clandestinas e apoiar a construção de uma cultura de compliance no setor de apostas online.

Antes de apostar, informe-se. Para verificar se uma plataforma é licenciada e entender como funcionam os mecanismos de proteção do mercado regulado, acesse o site do IBJR e consulte ferramentas como o BetAlert.

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