O sonho de colonizar Marte acaba de ganhar um empurrão (ou melhor, uma explosão de energia) vindo do Reino Unido. A Pulsar Fusion anunciou ter realizado com sucesso a primeira ignição de plasma dentro de um motor de foguete a fusão nuclear.
O feito foi revelado durante a conferência MARS, organizada pelo empresário Jeff Bezos, e coloca a humanidade um passo mais perto de viagens interplanetárias ultravelozes, conforme informações do euronews.
Para entender a importância desse motor, basta olhar para o céu. A fusão nuclear é o mesmo processo que alimenta o Sol e as outras estrelas. Basicamente, ela combina núcleos de átomos leves para formar um mais pesado, liberando uma quantidade colossal de energia no processo.
No protótipo experimental batizado de Sunbird, os cientistas conseguiram criar e controlar o plasma – um estado da matéria extremamente quente e eletricamente carregado – usando campos magnéticos e elétricos.
Mais potência, menos riscos
Se os foguetes atuais dependem de reações químicas limitadas, a propulsão por fusão nuclear joga em outra liga:
- Potência absurda: o sistema pode gerar até mil vezes mais empuxo que os motores convencionais usados hoje em órbita.
- Velocidade recorde: estima-se que naves equipadas com essa tecnologia possam atingir 800 mil km/h.
- Marte em semanas: com essa velocidade, o trajeto até o Planeta Vermelho, que hoje leva meses, seria reduzido para apenas algumas semanas.
Além da economia de tempo e dinheiro, chegar mais rápido ao destino é uma questão de saúde. Viagens mais curtas significam que os astronautas ficarão menos tempo expostos à radiação mortal do espaço profundo e aos efeitos negativos da gravidade zero no corpo humano.
A Pulsar Fusion acredita que o vácuo gelado do espaço é o ambiente perfeito para essa tecnologia prosperar, já que manter o plasma estável na Terra é um desafio imenso. Os próximos passos incluem o uso de ímãs supercondutores ainda mais potentes para refinar o controle do motor.
O post Reino Unido consegue fazer a primeira ignição de plasma em motor a fusão; o que muda para viagem a Marte apareceu primeiro em Olhar Digital.
