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Review: Yakuza Kiwami 1 + 2 escancaram as portas da série em nova versão

by Fesouza
4 minutes read

Não há nada melhor do que começar uma série longeva do início, isto é, seguindo a ordem de lançamento, com o propósito de conhecer sua evolução. Apesar de Yakuza: Like a Dragon ser uma ótima porta de entrada para quem nunca jogou a novela japonesa produzida pelo estúdio Ryu Ga Gotoku, Yakuza Kiwami 1 e 2, remakes dos primeiros títulos, capturam melhor a essência da série. 

Yakuza 0, também relançado recentemente em sua versão Director’s Cut, com conteúdo novo e tudo mais, atende bem a quem gosta de jogar as coisas em ordem cronológica, já que funciona como um prólogo. Ainda assim, sinto uma conexão maior com as histórias de Kazuma Kiryu nos dois primeiros games. Aliás, fãs de Ichiban que me perdoem, mas eu sou e sempre serei do time de Kiryu. 

Duas décadas se passaram, e a introdução do primeiro Yakuza, lançado em 2005 para o PlayStation 2, continua sendo um dos momentos mais impactantes dos videogames. Detido por um crime que não cometeu para proteger seu aliado, Akira Nishikiyama, Kiryu é expulso de seu clã e passa dez longos anos na prisão antes de embarcar em uma jornada pessoal de redenção pelo mundinho aberto de Kamurocho.

Habemus localização para português

Embora desperte interesse de um nicho específico no Ocidente, a série Yakuza, sobretudo no Brasil, nunca foi tão popular como agora. Parte desse apelo se deve ao fato de que a SEGA vem fazendo um trabalho exemplar, adaptando jogos para o português do Brasil com uma qualidade de localização em outro nível. 

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A grande novidade dos dois relançamentos de Yakuza para as plataformas atuais é justamente a inclusão de textos no nosso idioma – e não, não há conteúdo inédito como em Yakuza 0 Director’s Cut. Quer queira, quer não, ambos são jogos longos, carregados de textos, que antes exigiam uma compreensão acima da média de outra língua, algo que não é mais necessário. 

Curiosamente, as versões antigas dos remakes não receberam um patch gratuito com os textos, então o jogador se vê obrigado a fazer o upgrade para os remakes da atual geração. Decisão questionável da SEGA? Sem dúvidas. Mas, ao menos, a produtora cobrou um valor módico pela atualização do primeiro Kiwami e disponibilizou o segundo de graça a quem já tinha a versão digital (condição promocional que já havia expirado no momento da publicação deste texto, vale reforçar). 

Visual e desempenho nos trinques

Se você já jogou Kiwami, tanto o 1 quanto o 2, preciso ser sincero: há poucos motivos para revisitar a dupla, a não ser que você queira apreciar o excelente trabalho de adaptação para o português. Em linhas gerais, é basicamente isso, apesar de haver uma melhora notável no desempenho de ambos, que agora rodam a 60 fps sem gargalos, sustentando até mesmo os momentos de pancadaria desenfreada do ótimo combate beat em up. 

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A resolução permanece em 4K, tal como nos remakes originais, e ainda preserva aquele filtro esverdeado antiquado, presumo que com a intenção de amplificar o senso de realismo. Melhorar os gráficos não parece ter sido uma prioridade do Ryu Ga Gotoku, mas, honestamente, nem precisava ser: são títulos que envelheceram incrivelmente bem, como um bom vinho. 

Outra decisão controversa da SEGA para as novas edições de Kiwami 1 e 2 é não permitir importar o save da geração anterior. Eu mesmo fui pressionado a recomeçar Kiwami 2 do zero, uma vez que meu progresso de quase 30 horas, ainda dos tempos do PlayStation 4 Pro, ficou preso por lá. Devo dizer que dá uma certa preguiça reiniciar tudo outra vez, tendo tantas outras pendências do backlog para jogar.

Vale a pena?

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Yakuza Kiwami 1 e 2 ainda são jogos atemporais e não apenas abrem, mas escancaram portas a novos públicos, agora com textos em português do Brasil nos consoles da atual geração e no PC. O novelão de Kazuma Kiryu continua imbatível no âmbito narrativo e se reafirma como uma das maiores histórias dos games, goste ou não de sua estrutura “open bairro” e de sua proposta de recriar, com maestria, certas tradições do Japão. 

Nota: 85

Pontos positivos (prós):

  • Excelente localização em português do Brasil;
  • Dois dos games mais fortes da franquia em termos de narrativa;
  • Servem como ótimas portas de entrada;
  • Desempenho estável, apesar de poucas melhorias visuais.
     

Pontos negativos (contras): 

  • Não é possível reaproveitar o save dos remakes originais;
  • Sem conteúdo novo ou melhorias gráficas significativas.

Yakuza Kiwami 1 + 2 foram gentilmente cedidos pela SEGA para o propósito de análise no PlayStation 5 Pro. 

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