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Robô orgânico bizarro: o que está por trás do projeto que viralizou nas redes

by Fesouza
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Um vídeo que mostra uma espécie de organismo artificial, com aparência de tecido vivo e movimentos orgânicos, voltou a viralizar nas redes sociais e reacendeu debates sobre biotecnologia, impressão 3D de órgãos e os limites da ciência moderna. As imagens mostram uma estrutura modular que parece respirar, se contrair e reagir ao toque, o suficiente para convencer milhões de pessoas de que se tratava de um protótipo real de corpo humano criado em laboratório.

 

Nas publicações mais recentes, o suposto organismo foi apresentado como uma criação científica avançada, atribuída a um pesquisador chamado Cornelis Vlasman. Segundo a narrativa que acompanhava o vídeo, a criatura seria um robô biológico vivo, com partes intercambiáveis e órgãos artificiais controlados eletronicamente, apontando para um futuro em que humanos poderiam substituir seus próprios órgãos conforme a necessidade.

Apesar do impacto visual, a história não corresponde à realidade. O vídeo faz parte de um projeto de ficção científica criado ainda em 2016 como uma obra artística em formato de falso documentário. A proposta era imaginar um futuro próximo em que o corpo humano deixaria de ser um sistema fechado e passaria a funcionar de forma modular, algo que, apesar de discutido em pesquisas teóricas, está longe de ser viável com a tecnologia atual.

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Oscar faz parte de uma série de 56 vídeos sobre um projeto perturbador que envolvia um corpo modular impresso em 3D. (Imagem: Reprodução/MikeShouts)

O realismo impressionante da produção, somado ao ressurgimento do vídeo em plataformas de vídeos curtos, ajudou a alimentar a confusão. Especialistas lembram que, embora avanços em bioengenharia e impressão 3D de tecidos existam, a criação de órgãos funcionais e totalmente integrados ao corpo humano continua a décadas de distância. O caso também serve como alerta sobre como conteúdos antigos e fictícios podem ganhar novo fôlego e confundir o público em um cenário dominado por algoritmos e vídeos virais.

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