Desde novembro de 2025, o Banco Central do Brasil liquidou vários bancos e corretoras, o que atingiu muitos correntistas e investidores. Com muita incerteza no ar, fica a dúvida: como saber qual banco é seguro para investir? Para responder a esta dúvida, o Olhar Digital trouxe informações valiosas. Confira mais a seguir.
Como saber se um banco ou corretora é seguro para investir?
Analise o rating de cada investimento
Rating é um sistema de classificação que determina as chances de o banco devolver seu dinheiro. Quando você investe um determinado valor, seja na poupança, CDB, LCI, LCA, Tesouro Direto, entre outros, existe uma chance de o banco devolver seu dinheiro com os juros/rendimentos, mas, também, a possibilidade dele quebrar.
Como exemplo, podemos citar o Banco Master, Will Bank, e Banco Pleno: os correntistas que aplicaram dinheiro na Renda Fixa não tem mais como recuperar os valores pelo aplicativo, por isso, precisam entrar em contato com o Fundo Garantidor de Crédito.
Apesar da horrível possibilidade de um banco quebrar com seu dinheiro aplicado, cada proposta de investimento possui uma classificação de rating. Embora haja muitas escalas possíveis, a mais comumente utilizada no Brasil exibe letras. Por exemplo:
- AA → A → B → C → D → E → F → G → H
- *quanto mais próximo do A, mais confiável é o investimento; quanto mais distante do A, mais arriscado
Se você abriu um CDB e ele está classificado como um investimento de rating AAA, então há altas chances de que, no vencimento, o seu dinheiro seja devolvido integralmente + o valor dos juros/rendimentos. No entanto, se um investimento possui rating D, então há uma garantia menor em recuperar sua grana.
Procure pelo seguimento bancário
O seguimento bancário é, em tese, muito parecido com o rating de um investimento: a diferença é que o rating classifica a segurança do investimento, enquanto o seguimento se foca em classificar o “patrimônio” do banco.
Essa escala é formada por cinco categorias:
- S1 → S2 → S3 → S4 → S5
O nível S1 representa uma instituição financeira de grande porte, com possível atividade internacional relevante, e com peso significativo no PIB do Brasil. Então, é possível entender que se um banco é classificado como S1 é porque o Banco Central o define como confiável, mas também como um banco essencial para a saúde financeira da nação. Conforme o número vai aumentando, menor é o tamanho da empresa, de seu capital, e obviamente, menor é o seu impacto significativo no país caso ela quebre.
Muitos bancos conhecidos obtêm lucros consistentes, nunca estiveram envolvidos em fraudes ou grandes polêmicas e, ainda assim, são classificados como instituições de pequeno porte, enquadradas no segmento S4. Essa classificação não indica que o banco seja mal administrado ou que o cliente esteja sujeito a um “calote”. Ela apenas reflete o tamanho da instituição e o impacto que ela teria sobre o sistema financeiro em caso de dificuldades.
Por outro lado, é compreensível que investidores percebam bancos S1 como mais seguros. Isso não ocorre porque os S4 são inseguros, mas porque os bancos S1 são instituições de grande porte e, como tal, detêm exigências regulatórias mais rígidas. Além disso, por terem importância sistêmica, são submetidos a padrões prudenciais mais completos e a um nível mais intenso de supervisão pelo Banco Central do Brasil; isso significa que as chances de um banco S1 quebrar são improváveis, e só aconteceria, por exemplo, se o país inteiro estivesse quebrando.
Assim, escolher entre um banco S1 ou S4 envolve avaliar seu perfil de risco, o tipo de investimento e os mecanismos de proteção disponíveis — e não apenas o segmento regulatório ao qual a instituição pertence.
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Busque pelo Índice de Basileia
O Índice de Basileia é uma medida usada para avaliar a saúde financeira de um banco, mostrando se ele tem capital suficiente para cobrir os riscos que assume ao emprestar dinheiro ou investir.
De forma geral, é possível dizer que quanto maior o índice do banco, mais capital ele tem para cobrir possíveis problemas financeiros, o que pode trazer maior segurança para o investidor. Geralmente, bancos com Índice de Basileia acima dos 11% já estão em um padrão de maior segurança monetária. Muitos bancos famosos, por exemplo, já ultrapassam os 16%.
Veja se há garantia do FGC
Essa dica parece óbvia, mas, infelizmente, não é. Enquanto CDB, LCI, LCA, RDB, LIG e outros são ótimas opções de investimento, mas com lucro controlado e garantia do FGC, outras opções famosas não são cobertas, como:
- Ações;
- Fundos imobiliários (FIIs);
- Debêntures;
- ETFs;
- Previdência Privada;
- Tesouro Direto, etc.
Por isso, a regra geral é que você analise bem o tipo de investimento que procura antes de fazer o aporte. Geralmente, os investidores que detém muito capital (como donos de grandes empresas milionárias) diversificam onde investir o dinheiro e mantém uma quantia menor em títulos sem garantia, como ações, mas é necessário entender bem sobre o mercado antes de tomar uma decisão como essa.
*Embora o Tesouro Direto não tenha garantia do FGC, ele é bastante seguro porque é emitido pelo Governo. Logo, a não ser que o país inteiro quebre, é improvável que você perca dinheiro investindo no Tesouro Direto.
Estude a história do banco
Antes de investir por um banco ou corretora, verifique a história desta instituição, averiguando a presença ou ausência de coisas como:
- Histórico de fraudes;
- Mudança recorrentes de nome;
- Envolvimento em escândalos/polêmicas financeiras;
- Se o Índice de Basileia caiu consistentemente ao longo do ano;
- Qual o banco por trás desta instituição e como está a saúde financeira dele;
- Desconfiar caso o rendimento do CDB esteja anormalmente alto.
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