A fabricante sul-coreana Samsung está desenvolvendo um smartphone que terá uma bateria de silício-carbono, uma das recentes novidades na indústria de dispositivos móveis. Um representante da própria marca confirmou a informação em uma rodada de conversa com a imprensa depois do anúncio da linha Galaxy S26.
A fala foi do vice-presidente executivo e chefe da divisão de pesquisa e desenvolvimento em smartphones da Samsung, Moon Sung-Hoon. Ele não forneceu muitos detalhes, mas indicou que o projeto está em fase experimental e chegará “no momento oportuno”.
De acordo com o site ITHome, Moon reforçou que a prioridade da Samsung é prezar por segurança, durabilidade e estabilidade a longo prazo, o que pode dar a impressão de que ela estaria atrás da concorrência. Os Galaxy S26 trazem baterias de íon-lítio tradicionais, embora a capacidade delas tenha sido ampliada na geração.
Pela falta de informações, ainda não é possível saber em qual categoria de aparelhos a Samsung planeja adicionar esse recurso de silício-carbono — as opções mais óbvias seriam os próximos top de linha Galaxy S27, em algum dos modelos intermediários Galaxy A ou até nos dobráveis da marca.
Silício-carbono é avanço da indústria
A bateria com ânodo de silício, ou silício-carbono, é uma alternativa ao padrão já tradicional de componentes de íon-lítio. Os primeiros smartphones com essa tecnologia surgiram a partir de 2023, com a Honor sendo a pioneira no lançamento comercial.
- Por uma questão de densidade energética do silício, que é mais eficiente do que o grafite usado tradicionalmente, o tamanho das baterias e o peso dos aparelhos permanecem praticamente os mesmos ao mesmo tempo em que há ganho de capacidade;
- Fabricantes de smartphone em especial da China já estão lançando aparelhos com capacidade de armazenamento de energia que vão de 8.000 mAh até os 10.000 mAh. Em comparação, o Galaxy S26 base tem uma bateria de 4.175 mAh, enquanto a versão Galaxy S26 Ultra chega a 5.000 mAh;
- No fim de 2025, a própria Samsung estava testando uma bateria com essa tecnologia de 20.000 mAh, mas o uso dela não seria para smartphones, mas em outros aparelhos que exijam fontes de energia maiores;
- Ainda há preocupações e dúvidas a respeito da durabilidade em longo prazo dessas baterias, já que elas correm o risco de ficarem “estressadas” no caso de altas capacidades e perderem eficácia com o passar do tempo.
Na revelação da própria bateria citada acima, a marca relatou que estava encontrando “obstáculos técnicos e de fabricação” — e a Samsung possivelmente será extremamente cuidadosa com esse tipo de problema, em especial após o incidente do Galaxy Note 7 há alguns anos.
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