O aguardado (e controverso) show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl 2026 já pode ser assistido na íntegra online. A apresentação apoiada pela Apple, exibida no último domingo (8) no Levi’s Stadium, na Califórnia, rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados do evento — tanto pelo impacto cultural quanto pelas reações políticas que provocou dentro e fora dos Estados Unidos.
Com 14 minutos de duração, o espetáculo marcou um momento histórico ao ser o primeiro halftime show do Super Bowl apresentado inteiramente em espanhol. Bad Bunny transformou o palco em uma homenagem direta a Porto Rico, sua terra natal, apostando em símbolos, cenários e mensagens que celebram a identidade latina nas Américas.
Uma celebração de Porto Rico no maior palco do mundo
Desde a abertura, com Bad Bunny surgindo em meio a um cenário que remetia a plantações de cana-de-açúcar, ficou claro que a apresentação teria um forte recorte cultural. O palco foi transformado em uma paisagem latina, com elementos como salões de beleza, bares de bairro e a famosa casita rosa — estrutura já conhecida dos shows do artista e que simboliza uma casa tradicional porto-riquenha.
Ao longo do set, o cantor apresentou hits como “Tití Me Preguntó”, “MONACO”, “BAILE INoLVIDABLE”, “NUEVAYoL” e “DtMF”.
Participações especiais e momentos marcantes
A apresentação contou com participações especiais de peso. Lady Gaga surgiu para uma versão com inspiração latina de Die With a Smile, enquanto Ricky Martin emocionou o público ao cantar Lo Que Le Pasó a Hawaii, música que fala sobre a preservação da cultura porto-riquenha.
Além deles, celebridades como Pedro Pascal, Cardi B, Karol G e Jessica Alba apareceram dançando e interagindo na varanda da “casita”, reforçando o clima de celebração coletiva. O encerramento trouxe uma imagem forte: dançarinos carregando bandeiras de países das Américas, enquanto um letreiro exibia a frase “The only thing more powerful than hate is love”.
Polêmicas, críticas e reação de Donald Trump
Apesar de não ter feito ataques diretos a políticos ou ao governo dos EUA, o show foi imediatamente politizado por parte do público e de figuras conservadoras. O ex-presidente Donald Trump usou suas redes sociais para criticar duramente a apresentação, chamando-a de “absolutamente terrível” e “uma afronta à grandeza da América”, além de afirmar que “ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”.
As críticas de Trump ecoaram entre apoiadores, que chegaram a organizar uma atração paralela, o chamado All-American Halftime Show, liderado pelo cantor Kid Rock. Ainda assim, muitos analistas apontam que a apresentação de Bad Bunny foi política justamente por existir: ao ocupar o maior palco da TV americana cantando em espanhol e exaltando a cultura latina.
O contexto ajudou a amplificar a repercussão. O Super Bowl 2026 aconteceu em meio a protestos contra ações do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), tema que Bad Bunny já abordou publicamente em discursos recentes e em sua decisão de evitar turnês no território continental dos EUA nos últimos anos.
Independentemente das opiniões, o halftime show de Bad Bunny já entrou para a história do Super Bowl. Seja como o mais representativo da cultura latina, seja como um dos mais debatidos politicamente, a apresentação mostrou que o evento esportivo mais assistido do mundo também é um reflexo direto das tensões, transformações e disputas simbólicas da sociedade americana atual.
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