Substância similar à anfetamina é encontrada em cigarros eletrônicos no Brasil

Embora ainda não se saiba exatamente o que compõe os chamados cigarros eletrônicos, diversos estudos já identificaram substâncias tóxicas nos produtos, também conhecidos como vapes. Agora, pela primeira vez, um estudo encontrou uma substância semelhante à anfetamina, droga sintética que potencializa o vício.

Droga sintética causa vício e outros problemas

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina em parceria com a Polícia Científica do estado. Na análise, eles conseguiram identificar a octodrina, que é da mesma família da anfetamina e tem efeitos semelhantes. 

Esta substância em questão é uma droga sintética estimulante que atua no sistema nervoso central. Ela causa agitação e, como consequência, afeta também o sistema cardiovascular, provocando taquicardia.

Consumo de cigarro eletrônico pode causar graves prejuízos à saúde (Imagem: Fotogrin/Shutterstock)

Em outras palavras, a octodrina pode aumentar o potencial de vício nos cigarros eletrônicos. Além disso, é um grande obstáculo para quem toma a decisão de parar de fumar. Segundo a equipe responsável pela descoberta, ainda é preciso saber quanto da substância os cigarros eletrônicos levam e quais impactos esta exposição pode ter à saúde dos usuários.

De acordo com o trabalho, a droga estava presente em três marcas diferentes de vapes que circulam ilegalmente no Brasil. Além disso, nenhuma das embalagens dos produtos indicava a presença da substância. As informações são do G1.

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Uso de vapes se tornou um problema de saúde pública no Brasil (Imagem: DedMityay/Shutterstock)

Uso dos vapes é proibido no Brasil

No Brasil, o uso dos cigarros eletrônicos é ilegal.

Em abril deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu pela manutenção da proibição da fabricação, venda, importação e propaganda dos vapes.

O transporte e armazenamento desses dispositivos também não são permitidos.

A determinação da Anvisa seguiu decisões internacionais, como da Organização Mundial da Saúde (OMS), que também é contrária aos cigarros eletrônicos.

Apesar disso, é fácil encontrar os produtos sendo vendidos nas ruas do país.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 17% dos estudantes de 13 a 17 anos já usaram o cigarro eletrônico.

O maior desafio é combater a entrada ilegal dos vapes pelas fronteiras.

De janeiro a abril deste ano, foram apreendidas 615 mil unidades contrabandeadas, totalizando uma média de R$ 27 milhões.

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