O CEO da OpenAI, Sam Altman, acredita que uma inteligência artificial (IA) superavançada deve ser criada provavelmente em 2028. O executivo também prevê que, em pouco tempo, a capacidade de processamento dos data centers será maior que a de toda a humanidade junta. É o que ele disse nesta quinta-feira (19), durante o AI Summit, na Índia.
Altman também defendeu que o mundo precisa de regras urgentes para que essa tecnologia ajude a todos de forma justa e não fique nas mãos de poucos. O CEO destacou que os sistemas evoluíram rápido, saindo de contas básicas para resolver problemas complexos de física teórica e gerar avanços inéditos na ciência.
CEO da OpenAI propõe criação de órgão mundial para vigiar e guiar o avanço da IA
Uma ideia proposta por Altman no evento é fundar uma organização parecida com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que cuida da energia nuclear no mundo. Esse grupo cuidaria da união entre os países e responderia rápido a qualquer imprevisto tecnológico. Para o CEO, dividir o acesso à IA com o público é o único jeito seguro de evitar que uma única empresa ou país tome o controle total e cause prejuízos à humanidade.
A pressa existe porque a previsão é que, até o fim de 2028, a maior parte do “conhecimento” do planeta esteja dentro de computadores. Altman disse que essa superinteligência poderá ser melhor que presidentes de grandes empresas e até superar os cientistas mais brilhantes em pesquisas científicas. Desenvolver essa tecnologia com cuidado é visto por ele como um dever moral para o futuro das próximas gerações.
Na Índia, o ChatGPT, da OpenAI, é usado por 100 milhões de pessoas toda semana. Desse total, mais de um terço são estudantes. A OpenAI fechou uma parceria com a gigante de tecnologia TCS para construir mais data centers no país. Além disso, indianos são os que adotaram mais rápido o Codex, recurso da OpenAI voltado para programadores.
Sobre o mercado de trabalho, Altman admite que será difícil para um humano trabalhar mais que um chip gráfico (GPU) em certas funções. Mesmo assim, ele acredita que a tecnologia sempre muda os empregos, criando tarefas melhores para as pessoas executarem. A estratégia é lançar novidades aos poucos para que a sociedade tenha tempo de se adaptar a cada mudança.
(Essa matéria usou informações de AFP e Economic Times.)
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