Mesmo após firmar acordos com fabricantes de semicondutores, a Meta não desistiu de ter seus próprios chips de inteligência artificial. Susan Li, diretora financeira da big tech, afirmou que a empresa tem planos para desenvolver processadores próprios, capazes de treinar as tecnologias da companhia.
A fala aconteceu durante uma conferência promovida pelo banco Morgan Stanley, repercutida pela Bloomberg. Nela, Li defendeu que algumas tarefas executadas pela Meta são altamente especializadas, o que torna o desenvolvimento de silício próprio uma alternativa estratégica.
Algumas de nossas cargas de trabalho são realmente muito personalizadas para nós. As cargas de trabalho de classificação e recomendação foram por onde começamos, e é aí que implementamos silício personalizado em maior escala. Mas esperamos e temos esperança de que expandiremos isso com o tempo, inclusive, eventualmente, para o treinamento de modelos de IA.
Susan Li, diretora financeira da Meta

Chips próprios da Meta x chips terceirizados
Segundo Susan Li, a estratégia da big tech inclui tanto a aquisição de hardware de terceiros quanto a criação dos chips personalizados. Eles serão utilizados em tarefas diferentes. O chip próprio será destinado justamente às demandas mais específicas da Meta.
Em paralelo, a companhia segue fechando parcerias para compra de processadores e infraestrutura de empresas terceirizadas:
- Meta + Nvidia: o contrato envolve a compra de milhões de chips de IA e a expansão da infraestrutura de data centers. O acordo, de longo prazo e com várias gerações de hardware, prevê a adoção de novos processadores e GPUs para sustentar a estratégia de IA da companhia, incluindo operações de treinamento e inferência em larga escala. Leia mais aqui;
- Meta + AMD: o acordo é voltado para a expansão de infraestrutura de inteligência artificial. Pelo contrato, a empresa de Mark Zuckerberg comprará até 6 gigawatts em chips da fabricante ao longo dos próximos cinco anos – um volume que pode superar US$ 100 bilhões em receita para a AMD. Leia mais aqui.
A Meta não é a única. A abordagem – de mesclar a compra de chips terceirizados e fabricação própria – virou tendência entre as grandes empresas de tecnologia como forma de atender a demandas personalizadas e diminuir a dependência de fabricantes. Amazon e Microsoft têm planos parecidos.
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