O governo federal anunciou nesta quarta-feira (7) a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa visa modernizar o sistema de saúde com tecnologias digitais avançadas, como inteligência artificial e 5G.
O lançamento aconteceu em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e da ex-presidente Dilma Rousseff.

Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS
O projeto visa incorporar tecnologias no sistema de saúde para atender pacientes do SUS com mais agilidade, precisão e eficiência. Segundo o governo, a expectativa é reduzir em até cinco vezes o tempo de espera por serviços em situações de urgência e emergência.
Para isso, a iniciativa contará com uso de inteligência artificial na triagem de paciente, telemedicina para ampliar acesso a especialistas, cirurgias robóticas e ambulâncias com 5G, capazes de monitorar dados e sinais vitais em tempo real.
Todos os serviços funcionarão em ambiente digital, com monitoramento contínuo, integração entre equipamentos e sistemas de informação, e ferramentas voltadas à antecipação de agravamentos no quadro clínico.
A sede administrativa da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS ficará em São Paulo (SP).

Cooperação na saúde
A Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS também foi desenhada para estimular a cooperação entre profissionais de saúde de diferentes regiões do país, com compartilhamento de conhecimento e conexão direta com uma central nacional de pesquisa e inovação.
Ao todo, estão previstas 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) inteligentes, automatizadas e interligadas, distribuídas por 13 estados das cinco regiões do Brasil. São elas: Manaus (AM), Dourados (MS), Belém (PA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF). Os primeiros serviços devem começar a operar ainda neste ano.
O principal polo da iniciativa será o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), instalado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). A expectativa é que a unidade atenda cerca de 20 mil pacientes por ano. O instituto contará com 800 leitos voltados a emergências de adultos e crianças, abrangendo áreas como neurologia, neurocirurgia, cardiologia e terapia intensiva.
Ainda, estão previstos 250 leitos de emergência, 350 de UTI, 200 de enfermaria e 25 salas cirúrgicas. O início da operação está marcado para 2027.

Financiamento bilionário para tecnologia e saúde
- Para viabilizar o projeto, o Ministério da Saúde articulou financiamento junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição do bloco Brics presidida por Dilma Rousseff;
- O banco aprovou um aporte de R$ 1,7 bilhão destinado à implantação do ITMI-Brasil;
- Além desse investimento, o governo anunciou um aporte adicional de R$ 1,1 bilhão para a modernização do SUS, destinado à compra de equipamentos e ao custeio de unidades hospitalares;
- O valor vai contemplar oito hospitais, com foco na oferta de serviços assistenciais inovadores.
O post Triagem com IA e 5G nas ambulâncias: governo anuncia rede de serviços inteligentes no SUS apareceu primeiro em Olhar Digital.
