A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu, nesta quarta-feira (11), uma consulta pública considerada estratégica para viabilizar a implantação da TV 3.0 no Brasil, nova geração da televisão digital terrestre.
A iniciativa tem como foco a atualização dos requisitos técnicos e operacionais que irão orientar o uso do espectro de radiofrequências pelos serviços de radiodifusão de sons e imagens dentro do novo ambiente tecnológico.
De acordo com a agência, a proposta busca adequar as normas atualmente em vigor à evolução dos sistemas de transmissão, estabelecendo bases regulatórias para a introdução de serviços mais modernos. A expectativa é possibilitar avanços relevantes na qualidade de imagem e som, maior eficiência no uso do espectro e a oferta de novos recursos aos telespectadores.
TV 3.0 vai vingar no Brasil?
- A TV 3.0 é apontada como a próxima etapa da televisão aberta no país, ao integrar a transmissão digital a funcionalidades avançadas típicas de ambientes conectados;
- A implantação do novo padrão está associada à utilização de novas faixas de frequências, entre 250 MHz e 322 MHz, além daquelas já empregadas pelos atuais sistemas de TV digital;
- Entre os principais pontos da proposta em consulta pública estão a definição de parâmetros técnicos e operacionais para o funcionamento das estações, critérios de proteção contra interferências e diretrizes para o uso eficiente e coordenado das radiofrequências;
- O objetivo é assegurar que a transição para a TV 3.0 ocorra com continuidade dos serviços e manutenção da qualidade de recepção.

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Para o superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, Vinícius Caram, “a atualização dos Requisitos Técnicos e Operacionais representa um passo estruturante para garantir que a transição para a TV 3.0 ocorra de forma ordenada, segura e inclusiva, preservando o acesso universal à televisão aberta gratuita. Ao definir critérios técnicos claros para o uso do espectro, a Anatel cria condições para a inovação, para o planejamento eficiente das redes e para a convivência harmônica entre serviços”.
O prazo para envio de contribuições será de 35 dias. Durante esse período, radiodifusores, fabricantes, entidades do setor, especialistas e demais interessados poderão encaminhar sugestões e subsídios técnicos por meio do sistema Participa. As manifestações servirão de base para a consolidação das regras que darão suporte à implementação da nova geração da televisão digital terrestre no país.
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