Em filmes de suspense, a turbulência numa aeronave é sempre um sinal de perigo: gritos preenchem o ar, as máscaras de oxigênio caem e os comissários de bordo gritam aos passageiros que afivelem os cintos.
Mas será que esse pânico é justificável na vida real? O Olhar Digital apurou a informação e responde às principais dúvidas sobre o assunto, especialmente se uma turbulência poderia derrubar um avião.
Uma turbulência é capaz de fazer uma aeronave cair?

Quem viajou de avião pela primeira vez sabe que os tremeliques da aeronave em pleno ar são assustadores. Mas, para quem trabalha na altura das nuvens, isso nada mais é que um dia normal.
Segundo o Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA, em torno de 65 mil voos sofrem turbulência de nível moderado, enquanto outros mais de 5 mil enfrentam em um nível severo.
Apesar de assustador, “os aviões são projetados para suportar uma quantidade extraordinária de impactos e precisam atender a limites de resistência tanto para forças G positivas quanto negativas“, garante o piloto Patrick Smith.
De forma geral, a turbulência é um movimento irregular que o ar faz: quando esta corrente de ar encontra o avião, provoca tremores instáveis e obriga a se mexer de forma desordenada. Os motivos que justificam esse movimento do ar são vários e podem incluir tempestades e encontros de massa de ar com velocidade e temperatura diferentes.
Quando o tremelique ocorre, os comissários de bordo informam que todos os passageiros devem afivelar os cintos. Isso é importante porque, durante a turbulência, o avião se mexe inesperadamente em diferentes ângulos, o que joga pessoas contra o chão, portas, assentos, paredes e muito mais.
Em casos mais graves, objetos podem ser arremessados no ar pela força da turbulência e atingir mais facilmente as pessoas que se encontram em pé, circulando pela aeronave.

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Isso significa que, no geral, a turbulência tende a ser perigosa para quem não está sentado no assento e com cintos afivelados.
Os aviões “podem suportar níveis extremos de estresse e a turbulência necessária para deslocar um motor ou causar danos estruturais é algo que nem mesmo o passageiro mais frequente — ou o piloto, aliás — experimentará em toda uma vida de viagens“, explica Patrick.
Assim, fica claro que só a turbulência não é capaz de derrubar um avião. O problema seria se o sacolejo da aeronave for só uma parte do problema.
Por exemplo, se o avião entrou em um cataclisma, cuja variação das correntes de ar causou uma turbulência, ele não cairia devido ao tremelique, mas sim por motivos mais sérios, como danos causados às peças devido ao colapso da tempestade em si (e não da turbulência propriamente dita).
O que fazer em caso de turbulência?
Se a sua viagem de avião foi acometida pela famosa turbulência, há algumas coisas que você pode fazer:
- Se estiver no seu assento: afivele o cinto e segure-se na poltrona, controle a respiração, e fique alerta às instruções dos comissários de bordo e do piloto;
- Se estiver em pé: tente voltar calmamente para o seu assento e, ao chegar, sente-se e afivele o cinto;
- Se estiver dentro do banheiro: feche a porta para impedir que ela abra e objetos entrem na cabine, e segure-se o máximo que puder em apoios ou barras de metal próximas à parede.
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