A Polícia Civil de São Paulo realizou na quinta-feira (22) operação contra um grupo acusado de operar um esquema de cobranças falsas que mirava principalmente idosos. Durante a ação, os agentes fecharam a central de golpes que funcionava na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na capital paulista.
Deflagrada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), a operação aconteceu na avenida considerada o “centro financeiro do país” e também em Carapicuíba, na Grande São Paulo, onde funcionava outra unidade da falsa central de cobrança. No total, 12 pessoas suspeitas de integrar a quadrilha foram presas.
Veja o local onde funcionava a central de golpes na Faria Lima
Um vídeo de curta duração que circula no X, nesta sexta-feira (23), mostra os agentes do DEIC entrando na central de golpes que funcionava na Faria Lima. O esquema era mantido em uma sala de um prédio comercial da avenida, onde estava montada a estrutura do grupo.
- A gravação exibe alguns servidores em funcionamento na sala, utilizados na operação do esquema;
- Mesas com vários computadores e telefones utilizados para entrar em contato com as vítimas também aparecem no vídeo gravado pelos policiais que participaram da operação;
- Conforme as investigações, a equipe que atuava na base abordava os alvos se passando por funcionários de empresas de cobrança;
- Os falsos cobradores citavam a possibilidade de penhoras, bloqueios em contas e benefícios, além de protestos, induzindo as pessoas a realizar o pagamento.
DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) discover a fake call center operating in Faria Lima. In addition to fraudulent charges, investigations indicate that Brazilian cybercriminals are using fake billing schemes as an entry point to install mobile malware and… pic.twitter.com/xwIdYbjgFi
— unpack64 (@SwitchToThread) January 23, 2026
Obtendo informações por meio de empresas que forneciam os dados ilegalmente, os golpistas enviavam uma grande quantidade de mensagens simulando ordens judiciais e bloqueios de CPF, fazendo as vítimas ligarem para a falsa central. Durante o contato, os operadores faziam ameaças para convencê-las a pagar dívidas inexistentes.
Ainda conforme os investigadores, a estrutura do golpe envolvia a instalação de malware e ferramentas de monitoramento remoto nos celulares das vítimas. Os programas maliciosos eram instalados nos dispositivos a partir da abertura de anexos com cobranças fraudulentas enviados pelos operadores.
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