Um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais no início de 2025 mostrou um turista argentino utilizando um dispositivo eletrônico para silenciar caixas de som em uma praia brasileira. As imagens chamaram atenção ao mostrar o desligamento imediato do áudio, o que gerou curiosidade e debate sobre o funcionamento do equipamento e sua legalidade no país.
O autor da gravação foi identificado como Roni Bandini, que relatou em interações nas redes sociais ter visitado cidades como Salvador e Fortaleza. Embora o local exato da gravação não tenha sido confirmado, o áudio do vídeo indica música brasileira sendo reproduzida no momento da interferência. O turista afirmou que o equipamento atua exclusivamente sobre conexões Bluetooth, sem efeito sobre rádios FM ou aparelhos conectados por cabo, CD ou pendrive.

Especialistas ouvidos pelo g1 explicaram que o dispositivo utiliza uma técnica conhecida como jamming, que consiste na emissão de um sinal intenso na mesma frequência usada pelo equipamento alvo, no caso, a faixa de 2,4 GHz. Essa interferência impede a comunicação entre o celular e a caixa de som, interrompendo a reprodução do áudio. A mesma frequência é amplamente utilizada por redes Wi-Fi, dispositivos de automação residencial, drones, videogames e outros equipamentos eletrônicos.
No Brasil, a comercialização e o uso desse tipo de tecnologia são proibidos para o público em geral, por não possuírem homologação da Agência Nacional de Telecomunicações. A legislação permite o uso de bloqueadores de sinal apenas por órgãos públicos específicos, como forças de segurança e instituições federais, mediante autorização formal. Segundo especialistas, a restrição busca evitar interferências que possam comprometer comunicações críticas e a convivência segura entre diferentes tecnologias sem fio.
