Quatro erupções em apenas quatro meses. Um vulcão no sudoeste da Islândia voltou a expelir lava nos últimos dias. Segundo especialistas, ela não deve atingir a cidade de Grindavík, mas pode chegar até o mar, liberando uma grande quantidade de gás tóxico que colocaria a população da região em risco.
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Possível liberação de gás tóxico preocupa
A mais recente erupção aconteceu no último sábado (16). Desta vez, a lava escapou por três lugares diferentes, criando duas enormes fissuras. A maior delas tem cerca de 2,9 km de comprimento.
No entanto, o serviço de Proteção Civil da Islândia estima que o comprimento combinado das duas fissuras pode ter até 4 km, o que tornaria esta a mais violenta erupção desde o início da mais recente atividade vulcânica na região, em 2021.
Um dos fluxos de lava chegou a cerca de 300 metros do perímetro de Grindavík, mas agora está se afastando da cidade, de acordo com a Agência Meteorológica Islandesa (IMO). O problema é que o material expelido pelo vulcão está indo em direção à costa.
Cientistas explicam que se a lava tocar no mar, o rápido resfriamento da rocha derretida pode liberar gás ácido clorídrico. Em altas doses, essa substância incolor pode corroer a pele, os olhos e o trato respiratório, levando a lesões duradouras ou até mesmo à morte.
De acordo com a IMO, “em um raio de cerca de 500 metros do ponto onde a lava entraria em contato com o mar, as condições seriam fatais”.
Ainda não está claro se a lava chegará mesmo ao mar. Isso porque a velocidade dela diminuiu bastante nas últimas horas. Além disso, há indícios de que ela está se acumulando atrás de um afloramento rochoso, o que pode retardar esse avanço ainda mais. As informações são do Live Science.
Erupções do vulcão já aconteceram em dezembro do ano passado, além de janeiro e fevereiro deste ano (Imagem: divulgação/Proteção Civil da Islândia)
Intensa atividade vulcânica na Islândia
Já foram quatro erupções em território islandês em apenas quatro meses.As três últimas ocorreram em 18 de dezembro de 2023, em 14 de janeiro de 2024 e em 8 de fevereiro de 2024.Por conta da intensa atividade vulcânica, Grindavik chegou a ser esvaziada em 11 de novembro.Na oportunidade, os moradores puderam voltar para suas casas no dia 22 de dezembro, antes de serem removidos do local mais uma vez.Após a primeira erupção, muros foram construídos ao redor do vulcão.O objetivo era que, em caso de novas atividades vulcânicas, a lava fosse direcionada para longe das casas.Uma das explicações para as várias erupções registradas no local é que a ilha da Islândia fica entre duas placas tectônicas: a norte-americana e a euroasiática.Uma falha contorna a capital da Islândia, Reykjavik, e atravessa diretamente a península de Reykjanes, onde fica Grindavik.No total, o país tem 33 vulcões, ou sistemas vulcânicos, catalogados como ativos.Em média, ocorre uma erupção a cada quatro ou cinco anos em território islandês.
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