O WhatsApp negou as acusações de que pode acessar conversas privadas de usuários, ressaltando que todas as mensagens trocadas por meio do aplicativo são criptografadas de ponta a ponta. A afirmação surgiu em resposta a um processo aberto na última semana, nos Estados Unidos, questionando a privacidade do serviço.
“Suas mensagens do WhatsApp são privadas. Usamos o protocolo de código aberto do Signal para criptografá-las”, escreveu o mensageiro da Meta em seu perfil oficial no X (Twitter), na terça-feira (27). A big tech também se pronunciou por meio de nota à Bloomberg, classificando a ação como uma “obra frívola de ficção”.
Quais são as acusações contra o WhatsApp?
Na ação coletiva registrada em um tribunal da Califórnia (EUA), os autores alegam que a organização chefiada por Mark Zuckerberg mente para os mais de 2 bilhões de usuários do mensageiro em relação à segurança dos bate-papos. Ela promove uma criptografia inquebrável, mas que na prática não seria bem assim.
- O grupo afirma que o WhatsApp possui meios de acessar conteúdos enviados através da plataforma, mencionando denunciantes que não foram identificados;
- Essas pessoas dizem que mensagens, imagens, documentos e outros conteúdos de mensagens ficam armazenados nos servidores da empresa após a entrega;
- Tais materiais poderiam ser analisados internamente por engenheiros da Meta, a partir de simples solicitações de tarefas;
- As acusações, que desafiam as garantias de privacidade e segurança dadas pela big tech, não foram acompanhadas de provas técnicas.
Your WhatsApp messages are private. We use the open-source Signal protocol to encrypt them.
• Encryption happens on your device
• Messages are encrypted before leaving your device
• Only the intended recipient has the keys to decrypt messages
• The…— WhatsApp (@WhatsApp) January 27, 2026
Entre os signatários da ação, há pessoas da Índia, Austrália, África do Sul e México, além do Brasil. Elas pedem que a justiça da Califórnia analise as alegações que confrontam a efetividade da tecnologia criptográfica adotada no serviço de mensagens.
Os autores estão em busca de ressarcimento por danos não especificados, em um processo que pode impactar usuários do aplicativo em pelo menos 180 países.
Meta reitera segurança do app
A gigante da tecnologia destacou que a criptografia ocorre no próprio dispositivo do usuário, com as conversas protegidas antes de saírem do smartphone. Dessa forma, somente o destinatário tem acesso às chaves necessárias para descriptografá-las, impedindo acessos de terceiros.
“As chaves de criptografia da mensagem não são acessíveis ao WhatsApp ou à Meta. Quaisquer afirmações em contrário são falsas”, reiterou a companhia, em mensagem publicada no X, contestando as afirmações feitas pelos autores.
Um porta-voz da Meta disse, em outro comunicado, que a corporação planeja processar os advogados que ajuizaram a ação coletiva, representando o grupo de usuários do mensageiro.
Você já conhece o novo recurso de segurança que chegará em breve ao WhatsApp? Leia esta matéria do TecMundo para conferir os detalhes sobre as configurações mais rigorosas de contas.