Will Smith comendo espaguete? Comparação mostra avanço da IA em poucos anos

Um vídeo que circula no Reddit voltou a chamar atenção para a evolução acelerada da inteligência artificial (IA) na geração de vídeos.

Conhecido como o teste “Will Smith comendo espaguete”, o experimento se tornou uma espécie de “olá, mundo!” da IA generativa desde 2023 e, hoje, serve como comparação clara de como a tecnologia amadureceu em curto espaço de tempo.

A publicação, feita por um usuário do subreddit r/OpenAI, reúne diferentes versões do teste ao longo dos anos.

As primeiras tentativas exibiam resultados grotescos e altamente pixelizados, com rostos deformados e movimentos inconsistentes.

Já a versão mais recente, criada com o gerador de vídeos Kling 3.0, da empresa chinesa Kuaishou Technology, apresenta um nível de qualidade muito mais cinematográfico, embora ainda seja possível perceber que se trata de um vídeo gerado por IA.

Salto de qualidade é visível e é impactante (Imagem: Reprodução)

Novo vídeo de Will Smith comendo espaguete é gerado com IA

  • Na gravação, Will Smith aparece sentado à mesa de jantar, comendo espaguete e conversando com um homem mais jovem à sua frente;
  • Durante o diálogo, os personagens comentam as capacidades da própria ferramenta de IA usada para criar o vídeo, deixando claro que o conteúdo funciona como uma peça promocional;
  • Ainda assim, o resultado chama atenção por evidenciar o quanto a geração de vídeo por IA evoluiu em cerca de três anos — período curto em termos tradicionais, mas significativo no ritmo acelerado da área.

O contraste fica evidente quando se relembra a primeira versão do teste, criada com a ferramenta ModelScope. Naquela época, o sistema mal conseguia manter a consistência do rosto do ator de um quadro para outro.

No ano seguinte, o vídeo se popularizou como meme, gerando inúmeras variações. A repercussão foi tanta que o próprio Will Smith chegou a brincar com o conteúdo, antes de mais tarde ser visto usando IA generativa em um vídeo publicado no TikTok.

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Obstáculos à frente

Com o tempo, porém, o chamado “teste do espaguete” passou a enfrentar novos obstáculos. Entre os principais geradores de vídeo atuais, como os desenvolvidos por Grok e pela OpenAI, reproduzir o experimento se tornou muito mais difícil.

Essas empresas adotaram regras rígidas para o uso de imagens de terceiros e de material protegido por direitos autorais, especialmente em meio à pressão crescente de Hollywood contra modelos de IA treinados com propriedades intelectuais da indústria.

Direitos autorais deixam IAs mais restritas e rígidas (Imagem: TANYARICO/Shutterstock)

O Mashable, por exemplo, tentou recriar o teste utilizando o Sora, da OpenAI, e o Veo 3.1, do Google Gemini, mas ambos os pedidos foram negados por questões de direitos autorais.

Diante desse cenário, a tendência é que, à medida que mais geradores — sobretudo os baseados nos Estados Unidos — restrinjam o uso de rostos e identidades reais, o famoso vídeo de “Will Smith comendo espaguete” esteja se aproximando do fim como referência prática.

Mesmo assim, sua trajetória permanece como um marco informal da rápida evolução da inteligência artificial na criação de vídeos realistas.

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