‘Não tem nada que seja proibido’, diz criador de conteúdo que ligou Starlink em avião

O criador de conteúdo que viralizou nos últimos dias por ligar uma antena da Starlink e obter sinal de internet via satélite em pleno voo falou brevemente com o TecMundo sobre o caso. Conversamos com Diego Ronchi, responsável pelo perfil @chumbinho.aviacao.nasnuvens, que postou o vídeo no Instagram e gerou muito debate na rede social.

O homem, que publica conteúdos relacionados a aeronaves e aviação, tem mais de 184 mil seguidores apenas na plataforma da Meta. 

Pela DM do Instagram, ele diz que não fez nada irregular no voo da Azul. Porém, o autor da façanha no mínimo curiosa acredita em mudanças na legislação depois que o próprio clipe rodou o país. O vídeo publicado há cinco dias já acumula mais de 619 mil visualizações.

Até então não tem nada que seja proibido e ninguém falou nada, não, até porque você pode usar notebook após a decolagem sem problema algum. Como o vídeo deu bastante repercussão e deu novamente problemas com carregamento portátil com bateria danificada, deve haver em breve uma nova regra“, afirmou o criador de conteúdo.

Apesar de não mencionar qual seria o caso, é possível que ele esteja se referindo a um incidente que aconteceu na última semana em São Paulo, quando uma aeronave da companhia aérea Latam fez um pouso de emergência após um power bank pegar fogo durante o voo.

O vídeo que viralizou

O conteúdo em questão é acompanhado do texto “Você consegue ficar sem internet em voo. Sou bom de gambiarra, problema no voo resolvido com a Starlink” e dura poucos segundos, mostrando o equipamento montado. 

Ele inclui um power bank de grande capacidade que está conectado por um cabo a uma antena da Starlink posicionada entre o vidro e a persiana da janela da aeronave.

Imagem: chumbinho.aviacao.nasnuvens/Instagram)

Nos comentários, há tanto elogios pela criatividade do usuário quanto críticas por possíveis violações de normas de segurança do voo, com questionamentos sobre a legalidade ou não da ação e do embarque com esses materiais. Além da antena que fornece sinal via satélite, o rapaz estava com uma fonte de energia de aproximadamente 60.000 mAh.

O que dizem as autoridades e a Azul?

Em nota enviada ao TecMundo, a Azul informa que “cumpre rigorosamente todas as normas de segurança em seus voos” e segue as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e órgãos internacionais de aviação. A empresa ainda ressaltou que “está apurando o caso“.

Já a Anac explica que o principal item exibido no vídeo, que é a antena da Starlink, ainda não consta em listas de procedimentos de inspeção de segurança da aviação civil e, tecnicamente, não é considerada um item proibido. 

Ainda assim, a agência dá ao funcionário responsável pela inspeção de passageiros e bagagens de mão o poder de classificar um item como proibido, mesmo fora da lista nominal, caso ele seja “um risco para a saúde, segurança ou propriedade quando transportados por via aérea“.

Além disso, a agência lembrou que companhias aéreas podem autorizar o uso de eletrônicos portáteis que não causem interferência com os sistemas de comunicação ou de navegação do avião, desde que haja aviso prévio ou procedimentos específicos. 

A Starlink Mini, antena mais compacta da empresa de Elon Musk. (Imagem: Divulgação/Starlink)

Até mesmo os comandantes de voos comerciais podem optar por desembarque de passageiros e, dependendo do caso, até acionar a Polícvia Federal. “Assim, compete à tripulação avaliar o caso e adotar ações de acordo com a situação”, detalha a nota da Anac.

Power bank é proibido no voo?

A nota da Anac, porém, não listou outro equipamento importante que é exibido no vídeo: o power bank de alta capacidade usado para fornecer energia para a antena. Neste caso, há regras específicas para transporte desse tipo de aparelho, que tecnicamente deveria ser barrado em alguma das etapas de inspeção.

  • Segundo a determinação do órgão, fontes de energia de até 100 Wh são permitidos na cabine — o que equivale em média a um power bank de 27.000 mAh, menos que a metade do que o item levado pelo passageiro no vídeo;
  • Se o produto tiver entre 100 Wh e 160 Wh, é até possível levá-lo na bagagem de mão, porém sob autorização prévia da companhia aérea e seguindo regras específicas de segurança;
    Para fontes de energia externas de mais de 160 Wh, o transporte é proibido nos voos comerciais.

E você, o que achou desse caso? Aproveite para deixar seu comentário no espaço abaixo e siga o TecMundo nas redes sociais para acompanhe tudo o que rola no universo da tecnologia!

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