Alzheimer: inteligência artificial pode diagnosticar doença

Uma equipe de cientistas norte-americanos desenvolveu uma forma de diagnosticar a doença de Alzheimer através da Inteligência Artificial (IA). A técnica analisa os padrões de uso da glicose nos cérebros de pacientes que podem ter demência. Ainda em fase da validação, o estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Mayo Clinic, que é uma organização dos EUA sem fins lucrativos.

Os autores constataram que 51% das variações nos padrões de uso da glicose nos cérebros de pacientes com Alzheimer – e outros casos de demência – podem ser explicadas por apenas 10 padrões. De acordo com a equipe, cada paciente tem uma combinação única desses 10 padrões que está relacionada com o tipo de sintomas que apresenta.

“Esse novo modelo pode aprimorar nosso entendimento sobre como o cérebro funciona e falha durante o envelhecimento e a doença de Alzheimer, oferecendo novas formas de monitorar, prevenir e tratar transtornos da mente”, esclareceu David T. Jones, neurologista da Mayo Clinic e autor principal do estudo.

Na maior parte dos casos, o paciente é diagnosticado com o quadro de Alzheimer quando já está avançada e assim, faltam alternativas para reduzir os efeitos da doença no cérebro. Por isso a importância de ter novas formas de mapear e compreender.

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Nesse novo estudo com inteligência artificial, os cientistas selecionaram 423 voluntários com alterações cognitivas. O grupo passou por medições de glicose cerebral de tomografia por emissão de pósitrons (FDG-PET) com fluorodesoxiglicose.

O exame de imagem revelava de que forma a glicose funcionava como combustível em algumas partes do cérebro. Isso porque em pacientes com algum tipo de demência, estes padrões são afetados e poderiam ser identificados.

Até o momento, a habilidade preditiva do modelo para alterações associadas ao Alzheimer foi validada em 410 pessoas. O próximo passo é usar estes padrões para trabalhar em sistemas de inteligência artificial que ajudam a interpretar exames do cérebro de pacientes que estão em avaliação de Alzheimer e outras síndromes.

Fonte: Nature Communications  

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